Na autobiografia de um Iogue, escrito por Paramahansa Yogananda, no capítulo intitulado de “A ressurreição de Sri Yuktéswar” (mestre de Yogananda), é oferecido um relato sobre o planeta astral Hiranyaloka ou Planeta Astral Iluminado, do qual Sri Yukéswar se encontra após seu desencarne.

Segue abaixo, alguns trechos que descrevem, através da narrativa de Sri Yuktéswar, como Hiranyaloka se parece e qual sua nova função. Para ler o detalhado relato e entender a completude, recomendo que leia a “Autobiografia de um Iogue” de Paramahansa Yogananda.

Sri Yuktéswar relata: “Lá estou ajudando seres avançados a se livrarem do carma astral e, assim, alcançarem a liberação dos renascimentos astrais. Os habitantes de Hiranyaloka são altamente desenvolvidos espiritualmente; todos eles adquiriram, em sua última encarnação terrestre, o poder dado pela meditação de partir conscientemente de seus corpos físicos na morte. Ninguém pode entrar em Hiranyaloka a menos que tenha passado na terra além do estado de sabikalpa samadhi (ainda ligada ao Ego) para o estado superior de nirbikalpa samadhi (acima de todas as amarras do Ego).”

“Ninguém nasce de mulher; seres astrais, por meio de sua vontade cósmica, materializam sua prole em formas expressivamente esculpidas, astralmente condensadas. Quem recentemente desencarnou no mundo físico integra-se numa família astral por convite, atraída por tendências mentais e espirituais semelhantes. O corpo astral não está sujeito ao frio e ao calor, ou a outras condições da natureza. Sua anatomia inclui um cérebro astral ou o “lótus de mil pétalas de luz” e seis centros despertos no sushumna ou eixo astral cerebrospinal.”

“Do cérebro astral, o coração retira energia cósmica e luz, enviando-as aos nervos astrais e às células do corpo astral ou “vitátron”. Os seres astrais podem alterar suas formas por energia “vitatrônica” ou por santas vibrações mântricas. Em muitos casos, o corpo astral é uma cópia exata da última forma física. A face e a figura de uma pessoa astral assemelham-se aos que possuía durante a mocidade em sua última jornada terrena. Às vezes, alguém, como eu, prefere conservar a aparência que tinha em sua velhice”.

Sri Yuktéswar – Mestre de Yogananda

“Existe uma infinidade de esferas astrais, fervilhantes de seres. Seus habitantes usam veículos astrais, ou massas de luz, para viajar de um a outro planeta – mais depressa que as energias elétricas ou radioativas. O universo astral, composto de diversas vibrações sutis de luz e calor, é centenas de vezes maior que o cosmos material.”

“O universo astral é, pois, infinitamente belo, limpo, puro e ordenado. Não existem planetas mortos nem terrenos estéreis. Os defeitos, lamentados na Terra, lá estão ausentes: ervas daninhas, bactérias, insetos, serpentes. Ao contrário das estações e climas variáveis do globo terrestre, os planetas astrais mantêm uma temperatura uniforme de eterna primavera, caindo, às vezes, neve de luminosa alvura e chuvas de luz multicolorida. Lá, sobejam lagos opalinos, mares rebrilhantes, e rios com os matizes do arco-íris.”

“O universo astral ordinário – não o céu sufilíssimo de Hiranyaloka – é povoado por milhões de seres astrais, vindos, mais ou menos recentemente, da Terra; e também por miríades de fadas, sereias, peixes, animais, duendes, gnomos, semideuses e espíritos, todos residindo em diferentes planetas astrais de acordo com suas qualificações cármicas.”

“Reservam-se várias moradas planetárias ou regiões vibratórias para espíritos bons e para espíritos maus. Os bons podem viajar livremente, mas as entidades prejudiciais estão confinadas a zonas restritas. Aqui, os seres humanos vivem na superfície da terra, os vermes no interior do solo, os peixes na água e os pássaros no ar; lá, também, os seres astrais se encaminham a regiões vibratórias adequadas a seus diferentes estágios de evolução.”

“Entre sombrios anjos caídos, expulsos de outros mundos, surgem atritos e declaram-se guerras com bombas “vitatrônicas” ou raios vibratórios da mente, mântricos. Estes habitam regiões de trevas densas, no cosmo astral inferior, saldando as dívidas de seu mau carma.”

Paramahansa Yogananda

“Amigos de vidas passadas facilmente se reconhecem uns aos outros no mundo astral – continuou Srí Yuktéswar, em sua encantadora voz de flauta. Rejubilando-se com o caráter imortal da amizade, eles experimentam a indestrutibilidade do amor, de que tantas vezes se duvidou, na hora das tristes e ilusórias separações na Terra.”

“Um ser astral liberto da Terra encontra-se com uma multidão de parentes, pais, mães, esposas, maridos e amigos, havidos em diferentes encarnações na Terra, à medida que essas criaturas regressam, de tempos em tempos, a várias regiões do cosmo astral. Por isso, sente-se confuso ao tentar saber a quem amar especialmente; aprende assim a dedicar amor divino e igual a todos, como filhos e expressões individualizadas de Deus.”

“Embora a aparência externa dos seres queridos possa haver mudado, menos ou mais, de acordo com o desenvolvimento de novas qualidades na última vida, o ser astral emprega sua infalível intuição para reconhecer todos aqueles que uma vez em outros planos dá existência, chegarem a seu novo lar astral. Em virtude de cada átomo na criação estar dotado de individualidade inextinguível, um amigo astral será reconhecido, seja qual for o traje de que se revista, assim como na Terra se descobre, observando-se atentamente, a identidade de um ator, apesar da caracterização que o disfarça.”

Para o relato completo, leia a “Autobiografia de um Iogue” de Paramahansa Yogananda.

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