Em um mundo onde existem 7 bilhões de pessoas, sendo a grande maioria pertencente a algum grupo filosófico ou religioso que tem como principais características ensinar e propagar o bem, como podemos nos deparar com tantas guerras e disputas pelo poder, que acabam gerando sofrimento a milhares de pessoas? Os autores do livro, de uma forma simples, entenderam que a responsabilidade de viver em um mundo melhor, deve partir de cada um de nós e, por isso, elaboraram um método universal para aprendermos que apesar de algumas diferenças, somos todos somente um, somos todos iguais.

O livro A Lei do Sofrimento aborda temas essências para a jornada de cada ser, com uma visão espiritual acima de qualquer religião e que poderá ser usada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, sempre e para sempre.

*Esse livro foi autorizado por seus autores. Escrito em 2010.

3ª Edição de 2020 (Capítulo Extra – Um Novo Olhar)

Como Adquirir o Livro Físico? Clique aqui.

Sumário:

“Peçam, e lhes será dado; busquem,
e encontrarão; batam, e a porta lhes
será aberta. Pois todo o que pede,
recebe; o que busca, encontra; e
àquele que bate, a porta será aberta.”
(Jesus de Nazaré)

Prefácio


Este trabalho é maior do que sua estrutura física. Seu conteúdo penetra de forma aguda nas profundezas da consciência. Lucas e Diogo estão de Parabéns. Desafiaram os riscos e se lançaram na difícil empreitada de estabelecerem um parâmetro para que todos usassem em suas vidas.

Parâmetro é um modelo, um instrumento para distinguir certo de errado, modismo de perenidade. As pessoas honestas estão sempre sendo desafiadas pela própria consciência para saberem se o que estão fazendo, está certo ou errado. A reflexão que fazem para distinguir uma coisa da outra, é sempre subjetiva, baseada nas experiências e valores de suas vidas. Assim, Lucas e Diogo discutem a vulnerabilidade deste proceder, pois valores são leis que mudam com o tempo e as culturas, bem como as experiências dependem do contexto e idade de cada um. Este proceder carece de profundidade, pois não transcende os paradigmas de crença, raça e cultura, a que cada um pertence.

Eles buscam um modelo mais fidedigno, que transcenda todas estas nuances da humanidade em evolução. Nesta busca, chegam a um princípio maior, perene, utilizável em todas as épocas, raças e cultura: a Lei do Sofrimento.

Superficialmente, parece uma proposição masoquista e os distraídos poderão, até assim, considerá-la, pois distraidamente, é assim que interpretamos o sofrimento, analisando e sentido como algo dentro de si próprio. Mas não é ao autossofrimento que Lucas e Diogo se referem. Eles partem do princípio de que todo autossofrimento é resultado do sofrimento que causamos aos outros lá fora, na vida.

As correntes espiritualistas pregam que a forma mais eficiente de curarmos as feridas dos sofrimentos que vêm de fora, causadas deliberadamente ou não, pelos outros ou não, é o Perdão. Mas quando não somos os receptores do mal, mas os causadores de ações beligerantes e conflituosas, como aquilatarmos o grau de sofrimento que causamos? Eis o modelo proposto nesta obra. O que nossas ações causam nos outros e em que grau nos atingem. Lucas e Diogo propõem um modelo simples, claro e utilizável por qualquer um, sempre e para sempre e administrável pelo reto juízo.

Classicamente, os grandes ensinamentos transmitidos à humanidade eram feitos sob o formato de uma Epopeia, onde um herói a ser imitado vencia todos os obstáculos encontrados.

Karma negativo, os malefícios praticados por alguém, eram descritos sob a forma de uma Tragédia, onde o pecador seria vencido e esmagado pela força contida nos seus atos. Veja a tragédia de Édipo, o Rei. Posteriormente, os homens enfraquecidos em seus valores morais, não possuíam mais a força para serem heróis, nem a coragem para enfrentar e pagar por seus males, como na Tragédia, então, desenvolveram uma nova forma característica da frivolidade: a comédia. Rir-se das próprias fraquezas.

A Lei do Sofrimento não é uma Epopeia porque o grande vingador não está lá fora como a Medusa a ser vencida por Perseus, nem uma Tragédia, pois a força do destino não é desencadeada pelos deuses vingadores de Édipo e nem uma leviana forma de rir-se de suas próprias fraquezas pela incapacidade de entendê-las e extirpá-las como nas comédias.

A Lei do Sofrimento é para ser degustada e saboreada lentamente pela alma angustiada nas veredas da evolução. Outro aspecto que chama a atenção é que, normalmente, a juventude usa mais a narrativa para se comunicar.

Eles contam histórias para que delas possa deduzir a mensagem que se quer transmitir. É a forma mais rápida de comunicação. Na idade adulta, usa-se muito a descrição para transmitir as impressões que se tem de alguma cena ou paisagem. Só na fase madura, se usa a dissertação.

Dissertar é raciocinar no abstrato, é dar piruetas no trapézio mental no grande parque da imensidão. Foi o gênero escolhido por eles. Parabéns pelo trabalho!

Prof. Antônio Uliano

Introdução

Quando pensamos em colocar nossas observações à disposição das pessoas, não imaginávamos que isso poderia resultar em um livro, simplesmente, queríamos utilizar tudo que havíamos debatido e estudado para ajudar o maior número possível de pessoas. O ponto principal ao longo dessa jornada, foi encontrar caminhos que ajudassem nossos semelhantes a filtrar as informações recebidas, de forma simples e sem rótulos. Acreditamos que quando rotulamos ou limitamos algo, isso acaba nos forçando a seguir padrões que nem sempre são apropriados.

O objetivo de nossas observações foi procurar ensinamentos que possam, na prática, ajudar a melhorar a vida das pessoas. Em cima de muitas pesquisas, experiências práticas, conversas com líderes dos mais variados segmentos sobre a busca da felicidade, e de uma vida repleta de realizações, conseguimos encontrar vários pontos em comum em todas as áreas, e isso nos fez chegar a outro questionamento: – Por que a maioria das pessoas não consegue colocar em prática esses ensinamentos?

A resposta veio quase que imediata: – Quando criamos regras que não estejam de acordo com as leis maiores, automaticamente, entramos em conflito de informações, e isso cria uma barreira quase que intransponível. É uma corrente invisível que nos impede de ir ao local que desejamos.

Sempre que nos perguntam de qual religião pertencemos, a resposta é objetiva: Somos a favor dos ensinamentos bons, independente de títulos dados ao longo da história, para explicar esse ou aquele ponto. Em primeiro momento, causa certo espanto, já que culturalmente, nascemos e precisamos seguir algo ou alguém. Quando não temos um rótulo, somos rotulados de pessoas sem fé, sem salvação, sem eternidade e qualquer outra denominação que se possa dar.

Às vezes, nos perguntam se não seguir a religião que nos é passada quando nascemos, é algo que vai contra os bons ensinamentos. Respondemos essa questão com outra pergunta que serve como reflexão: “Se hoje você não tivesse influência cultural e lhe fosse apresentadas todas as religiões disponíveis para estudar e escolher uma, será que você optaria pela mesma que segue?” A resposta talvez seja sim, afinal, ela seria uma das opções, mas notamos que a grande maioria desconhece outros ensinamentos porque tomam como base, aquele conceito que é cultural e foi passado de geração em geração.

Então, quando tentamos impor que apenas o que acreditamos é o correto, o verdadeiro, acabamos por não deixar que outros excelentes ensinamentos de grandes mestres entrem em nossas vidas e nos ajudem a compreender melhor o verdadeiro significado da nossa existência.

Um exemplo claro do desperdício de energia, é quando ao invés de nos concentrarmos nos ensinamentos bons dos mestres que aqui passaram, tentamos encontrar respostas que apenas satisfaçam nosso ego ou que de uma maneira mais simples, poderíamos utilizar para dizer: – “Eu lhe disse, eu tenho razão, não era como você acreditava.” Não é nada incomum encontrar pessoas tentando descobrir se Jesus de Nazaré era loiro, moreno, se nasceu realmente de uma virgem, se morreu aos trinta e três anos ou se era o salvador anunciado por textos antes de sua vinda, assim como, se Sidarta Gautama, o Buda, viveu realmente da forma que nos é apresentada hoje. Isso acaba levando as pessoas a focarem em aspectos que em nada vão mudar sobre os ensinamentos desses grandes mestres.

Quando entramos nesses questionamentos, criamos discórdia e a desunião entre os povos, já que por mais que historicamente seja interessante conhecer os fatos por trás de um determinado evento, isso não deveria abalar a crença de ninguém, e sim servir para mostrar que o que fica, sempre vai ser as boas ações, e não o modo como a história foi contada.

A partir do momento que afirmamos que a nossa crença é melhor do que a do nosso semelhante, nos tornamos fanáticos religiosos e quando chegamos nesse ponto, não estaremos mais agindo conforme os bons ensinamentos, e sim, estaremos cegos, buscando ver o nosso lado e o nosso ponto de vista, o que em grande escala, acaba resultando em guerras sangrentas que perduram anos. Quando entendemos que o nosso semelhante apenas está em uma mesma busca que a nossa, vamos compreender que estamos juntos nessa jornada e não somos inimigos porque seguimos algo que foi modificado com nomes ao longo da história humana.

Toda vez que não seguimos as leis universais, acabamos por criar adversidades que são como uma bola de neve; começa pequena, vai crescendo e tomando forma ao longo da descida. E, quando ela encontra algum obstáculo pela frente, acaba se desmanchando e jogando pedaços de neve para todos os lados. Com isso, sabemos que a história humana sempre passou por evoluções, mas apenas as leis maiores sobreviveram desde os primórdios dos tempos, até hoje. Essas leis foram sendo ensinadas ao longo da humanidade e nunca foram secretas ou de acesso restrito. O que fez haver essa mistura com leis mundanas, foi a ambição do homem em ser algo maior que a própria energia que o criou.

Calcula-se que as cinco maiores religiões do mundo, juntas, tenham um total de aproximadamente cinco bilhões de seguidores (dados de 2010), ou seja, seria praticamente boa parte da população da terra que possui 7 bilhões de pessoas. Então, fica a questão que vamos esclarecer ao longo do livro. – “Se a maioria das pessoas segue uma religião que em teoria prega o bem, por que o mundo anda em constantes guerras e brigas pelo poder?” Talvez você que esteja lendo isso, pode estar tendo diversos pensamentos acerca dessa questão, mas o nosso objetivo não é apontar falhas ou julgar atitudes, e sim, mostrar soluções simples que podem reverter esse quadro. Ninguém precisa renunciar sua crença, nosso pensamento independe de qualquer nome, e focamos em leis que sempre estiveram ao alcance de todos.

Os sábios que passaram pela terra, ao longo da história, nunca fundaram uma religião, eles sempre mostraram ensinamentos sem nunca rotulá-los, quem os fez foram seus admiradores, discípulos e seguidores, que acabaram criando instituições e como qualquer instituição que conhecemos, precisam de regras para manter uma ordem. E, são essas regras que sofreram mudanças na história, seja por interesse da própria instituição ou por interesse político de uma nação. Apenas os bons ensinamentos sobreviveram em sua essência, e o motivo é simples, eram os únicos a estarem de acordo com as leis universais.

Independente da sua religião, quando você busca uma ligação com algo que você e um grupo de pessoas acreditam, é porque você está focado em melhorar seu modo de pensar, agir e, principalmente, de entender todo esse processo. Isso é algo positivo, já que por menor que seja a dedicação, a busca por respostas esteve presente por um tempo em sua mente, o que talvez seja um dos motivos de você estar lendo esse livro e se perguntando: – “Afinal, como posso entender esse processo?” Ao longo da nossa jornada iremos fazer isso por partes, criando assim, um aprendizado passo a passo que resultará na conquista de um objetivo maior.

Quando abrimos a nossa mente e deixamos novos conhecimentos entrarem, podemos ao fim de uma reflexão, analisarmos se o que nos foi apresentado, é algo que tem valor para nossa vida ou não. Já quando negamos essa abertura, estaremos fadados a rótulos, que em determinado período de nossa vida, nos levará à incertezas e a mudança de segmentos, a fim de preencher o vazio existente.

É muito comum notarmos que as pessoas que buscam um conhecimento, indo de um rótulo para o outro, acabam por passarem em quase todos eles, e no fim de suas buscas, por algum segmento, acabam por não achar nenhum que as complete. Isso é algo que faz muitas delas perderem o rumo e ficarem sem entender o real motivo de não encontrarem algo do que esperam.

Esse fato ocorre porque elas não estão procurando ensinamentos bons em sua essência, e sim, estão procurando pessoas que digam a elas o que é certo ou o errado, fazendo essa busca virar um conflito de informações futuras. As pessoas querem escutar o que elas estão esperando ouvir, e se isso for diferente do que elas imaginam, há uma rejeição automática, sem antes ter informação suficiente do novo assunto. A partir do momento que conhecemos as leis universais, que sempre acompanharam a humanidade, nos desprendemos de tudo que não esteja de acordo com elas e, automaticamente, não estaremos mais procurando pessoas ou rótulos. Não haverá mais busca, apenas o ajuste das nossas ações e um mundo de possibilidades.

Quando abordamos assuntos relacionados com a evolução do ser e com os princípios que regem toda essa estrutura que está ao nosso redor, acabamos por iniciar um processo que parece estar em desordem, já que não estamos acostumados com essa visão da vida, mas interiormente, sabemos através da nossa essência que as leis universais sempre existiram e são elas que nos permitem estar hoje inseridos no contexto da vida. Quando falamos sobre a vida, não nos referimos apenas da forma como os nossos olhos a enxergam, mas de toda energia que está ao nosso redor e que podemos observar, sentir e refletir. É uma nova visão dessa jornada que apresentará caminhos diferentes e que nos levará a um conhecimento para podermos escolher em qual lugar queremos chegar.

Há uma espécie de consenso de que hoje, os valores estão se perdendo, que o mundo está um caos total e que o fim dos dias está próximo. De certo modo, essas palavras se baseiam nas milhares de informações que temos. Com a tecnologia cada vez mais avançada, as informações são rápidas e o que ocorre em um determinado lugar do planeta, é noticiado para o mundo em questões de segundos, fazendo parecer que isso nunca ocorreu no passado.

Veremos ao longo das nossas vidas que muitos fatos se repetem formando um ciclo, seja ele nos acontecimentos diários, ou até mesmo no sentido maior de toda a nossa existência. Somos reflexos de toda evolução anterior a nossa e seremos nós que mudaremos essa evolução para o futuro. Apenas precisamos começar a visualizar o universo de uma maneira diferente do que estamos habituados.

Esperamos que a partir desse momento, todo o conteúdo do livro possa ser de grande utilidade para sua vida e desperte em você a busca pelo conhecimento. Que as leis universais possam estar sempre lhe guiando.

1 – Certo ou Errado?

Se analisarmos perante as circunstâncias culturais, poderíamos dizer que o certo ou o errado, é o que a sociedade cria como leis a serem seguidas, fazendo com que cada cidadão viva sua vida, evitando o máximo de problemas possíveis. Sendo assim, a lei é um método de organização social que tenta diferenciar se alguém está agindo de acordo ou não, com as regras estipuladas.

Há milhares de anos, o nosso planeta vive separado por diversos tipos de povos. Cada uma dessas civilizações tem suas características físicas e comportamentais. Baseando-se em seus territórios, climas e até mesmo em suas histórias individuais, eles foram se desenvolvendo e criando suas próprias culturas. Consequentemente, as leis foram criadas para manter o controle e a ordem sobre esses grupos. Essas leis acabam sendo diferentes de uma região para outra, fazendo com que o indivíduo tenha seus limites pré estabelecidos ao nascer.

Quando determinado grupo da sociedade cria uma lei, acaba por transformar uma geração de pessoas que passarão a seguir as especificidades colocadas no papel. Entretanto, o intuito é ilustrar um modelo que para alguns é o ideal, mas para outros nem tanto.

Independente da maneira como essas leis mundanas foram criadas, será que elas foram concebidas de forma correta? Ou mesmo com a intenção de manter a ordem e o controle sobre as grandes massas, elas acabam apenas beneficiando um determinado grupo de pessoas?

Ao falarmos nas leis, não estamos nos referindo somente às “Leis governamentais”, aquelas que foram criadas pelos legisladores de uma sociedade, mas também das leis criadas pelos próprios cidadãos; aquelas que talvez possamos chamar de tendências ou moda.

Nesse caso, podemos citar a “lei” de que para ser uma capa de revista feminina ou para desfilar em uma passarela de um evento de moda, necessariamente, as pessoas devem ser magras e altas, caso contrário, pessoas fora desse padrão seriam vistas como inaptas aos olhos de quem promovem esses eventos.

Existem milhares de exemplos sobre o certo e o errado em nosso cotidiano e que vão continuar se modificando. Tentamos de certa forma, fazer alguma mudança para que as leis se encaixem ao nosso padrão de vida, ou em determinadas situações ficamos em dúvida se a mudança a ser feita é uma decisão correta.

Pegando como exemplo o meio em que vivemos, podemos perceber que algumas pessoas estão perdendo o foco sobre a diferença entre o certo e o errado, e principalmente, perdendo o foco de si mesmas. Muitas vezes, por mais que as pessoas saibam que determinada ação não está correta, elas acabam fazendo o errado, como sendo algo natural.

Esse fato ocorre porque tomam como base a possível ação que os outros também fariam. Como exemplo clássico, podemos citar alguém que encontra uma “carteira” no meio da rua, retira o dinheiro e deixa a carteira no mesmo lugar. Isso acaba entrando no mérito da questão “Se eu não pegar, outro vem e pega”, mas poucos param e pensam: “Isso é certo?” Caso escutássemos a mesma história, onde a atitude fosse diferente, na qual a pessoa que encontrasse a carteira com dinheiro lhe dissesse que entraria em contato com o dono para entregar o objeto, do mesmo jeito que o encontrou, provavelmente, essa atitude chamaria muita atenção, causando-nos um impacto e até uma esperança em saber que nem tudo está perdido.

Se pararmos para refletirmos e imaginarmos uma cultura na qual a pessoa nasce em um ambiente altamente propício à guerra, e desde criança, é treinada para matar ou retirar tudo o que pertence ao seu “inimigo”, passando sua curta vida escutando seus “mentores” dizerem que pessoas com outra visão religiosa ou política são inferiores. E, que não merecem ser tratadas de igual para igual; essa pessoa poderia saber o que é o certo ou o errado? Será que ela tem consciência que está causando algum mal para outras pessoas?

Alguns acontecimentos e ações podem ter diferentes visões para cada região ou para cada pessoa.

Então, seria muito superficial tentar entender os sentimentos de alguém utilizando como base suas leis culturais. Cabe a nós aprendermos a diferenciar o que seria uma lei cultural (leis criadas pelo homem), de uma lei universal que não sofre alteração.

O certo e o errado universais não distinguem tempo ou sociedade, o que difere das leis culturais que são baseadas e organizadas para cada etapa de um uma sociedade, fazendo com que, muitas vezes, o cabível hoje, possa ser inaceitável amanhã.

“Quando Bankei realizava seus retiros semanais de meditação, discípulos de muitas partes do Japão vinham participar. Durante um destes Sesshins um discípulo foi pego roubando. O caso foi reportado a Bankei com a solicitação para que o culpado fosse expulso.

Bankei ignorou o caso.

Mais tarde o discípulo foi surpreendido na mesma falta, e novamente Bankei desdenhou o acontecimento. Isto aborreceu os outros pupilos, que enviaram uma petição pedindo a dispensa do ladrão, e declarando que se tal não fosse feito eles todos iriam deixar o retiro.

Quando Bankei leu a petição ele reuniu todos diante de si.

“Vocês são sábios,” ele disse aos discípulos. “Vocês sabem o que é certo e o que é errado. Vocês podem ir para qualquer outro lugar para estudar e praticar, mas este pobre irmão não percebe nem mesmo o que significa o certo e o errado. Quem irá ensiná-lo se eu não o fizer? Eu vou mantê-lo aqui mesmo se o resto de vocês partirem.”

Uma torrente de lágrimas fora derramada pelo monge que roubara. Todo seu desejo de roubar tinha se esvaecido.” (Conto Zen)

Precisamos também nos conscientizar que todos os critérios que nos levam a aceitar ou não determinadas atitudes, devem e podem ser questionados por nós, para que possamos ir chegando à verdadeira essência, entre o certo e o errado.

A prática de exercícios simples que estaremos vendo no decorrer do livro, fará com que cada um de nós possa chegar a esse estado pleno de uma forma aplicável ao dia a dia.

Diferenciar o verdadeiro certo do errado, é o primeiro passo para que possamos enfrentar a nossa jornada em sintonia com as leis universais.

O conhecimento não é algo que deve ficar apenas em nossa mente. Devemos utilizá-lo para que tenha valor. Olhar a vida de uma perspectiva diferente, colocando em prática todo bom ensinamento que aprendemos ao longo da nossa jornada, faz com que estejamos aptos a alcançar todas as respostas que sempre procuramos.

A sincera filosofia não consiste em apenas pensar, mas sim em agir.

Vamos encarar os novos conhecimentos sobre o verdadeiro certo ou errado, tomando como base a nossa jornada. Será para ela que estaremos construindo um futuro de sucesso em relação à vida. Nos momentos que buscamos as respostas, nos deparamos com questões que exigem de nós, o aprendizado adquirido através das experiências.

Sua jornada inicia quando você cria a ação de buscar novas informações e a transforma em algo positivo para a sua vida. Não há idade para despertarmos. O tempo é tão relativo, que pessoas precisam de alguns poucos segundos para concretizar a ação de suas vidas. E, se você chegou até aqui, é porque está disposto a descobrir um universo de possibilidades.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Os sentimentos não podem ser entendidos através de leis culturais.
  • O conhecimento precisa gerar ações.
  • O foco está em você. O caminho é interno.

2 – Deus existe?

Bem, por que essa questão é tão importante? Talvez ela possa ter milhares de ramificações e interpretações, mas vamos iniciar esse questionamento esclarecendo que a palavra “Deus”, citada no título, refere-se ao termo empregado no latim para a algo superior ao entendimento humano. Nós chamamos de “Energia Superior”, ou seja, é algo superior a nós no estágio em que nos encontramos e só vamos compreender essa energia, quando estivermos desprendidos dos rótulos, que ao longo dos tempos foram colocados para explicar tal existência. É um processo totalmente individual.

A partir do momento que assumimos que existe uma energia maior que a nossa, estamos, automaticamente, evitando diversos conflitos internos e externos, porque começaremos a buscar formas de sentir essa presença. Se negarmos a existência de algo superior, estamos negando a nossa própria existência e entraremos em buscas eternas que não levarão a lugar algum, já que a nossa maior busca está mais perto do que possamos imaginar.

“Houve um tempo em que os homens tinham os mesmos direitos dos deuses. Mas abusaram tanto dessa condição, que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar esse poder e resolveu escondê-lo num lugar onde fosse absolutamente impossível encontrar. Mas o grande problema era achar um esconderijo. Brahma convocou então um conselho de deuses para resolver o problema:

“Enterremos o poder do homem na terra”, foi a primeira ideia dos deuses.

“Não, isto não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-lo”, respondeu Brahma.

 – “Então colocaremos no fundo dos oceanos”.

 Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem um dia iria explorar as profundezas dos mares e acabaria por recupera-lo. Então, concluíram os deuses:

“Não sabemos onde escondê-lo, pois não existe na terra ou no mar lugar onde o homem não possa alcançar um dia”. Então Brahma pronunciou:

 – “Eis o que vamos fazer com o poder humano: vamos escondê-lo no mais profundo lugar; dentro do próprio homem. É o único lugar onde ele jamais pensará em procurar”.

(Lenda Hindu – Uma das religiões mais antigas do mundo)

Independente dos rótulos, é o próprio homem que precisa encontrar as energias dentro de si. Nós podemos nos basear em experiências de outras pessoas, porém, cada um terá um caminho a seguir. Costumamos procurar em diversos lugares, mas esquecemos de olhar para a nossa própria essência e ver que dela emana uma energia compatível com todas as outras energias que regem o universo. Nós somos parte desse universo, assim como todas as outras energias.

Ao longo da humanidade, o homem sempre sentiu a necessidade de explicar o que ele não conseguia entender, racionalmente, ou seja, ele sempre teve por instinto tentar entender como essa energia funciona e como ela se apresenta, diariamente. Por si só, ele sempre compreendeu que faz parte de um processo maior, mas culturalmente, fomos ensinados a achar que podemos falar por essa energia. E, se cada ser tem experiências diferentes, o resultado será o mais variado possível.

Não há nada de errado em admitir que ainda não compreendemos Deus na totalidade. O sentir tem que vir de dentro. Ele precisa ser sincero. Se você segue a definição que foi dada para essa energia, a chance de ter um conflito interno é muito grande. Dessa forma, você se fecha para a possibilidade de tentar conhecer dentro da sua caminhada, essa energia.

Na maioria das civilizações antigas, existia o conceito de várias energias, que foi rotulado posteriormente, como politeísmo (crença em vários deuses). Quando assumimos rótulos, acabamos por entrar em conflito; uma pessoa que acredita em uma única energia (monoteísmo) não poderá acreditar no politeísmo, já que aparentemente, pelos rótulos estipulados, elas estariam em conflitos. Se essa energia é única e originou tudo ao nosso redor, consequentemente, ela gerou novas energias (que na fonte é a mesma energia). Se partirmos do princípio que uma energia gerou a outra, estaremos colocando tudo dentro de um contexto sem conflitos.

Durante a história da humanidade, veremos que independente das designações, sempre houve crenças nas energias, seja ela a energia espiritual, a energia cósmica ou a energia física, retratadas em diversas culturas antigas como forma de divindades.

No entanto, quando um determinado grupo resolveu rotular que a crença em várias energias não era mais aceitável, muitas pessoas foram coagidas a seguir essa nova condição, desencadeando muito sofrimento a quem não compartilhava da mesma ideia.

As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?” (Mahatma Gandhi)

Sabendo que o rótulo é o que cria as contradições, precisamos começar a nos desprender dos fatores que nos colocam em dúvidas intermináveis.

O sol é uma energia que está inclusa no contexto universal, e exerce uma função diferente da lua, dos mares, da terra, do ser humano e dos animais. Ele é uma energia que tem a sua importância para que tudo que conhecemos possa existir, assim como as demais energias têm funções diferentes, porém interligadas. Se por ventura uma delas deixasse de existir, com certeza, não estaríamos envolvidos nesse processo de evolução atual. O que queremos dizer, é que uma energia depende da outra, sem escala de menor ou maior, e quando tentamos rotular isso, vamos acabar criando conflitos internos sem sentido prático para a nossa jornada.

Independente do que você segue, cada ser humano, com suas próprias experiências de vida, vai definir o conceito a cerca dessas energias superiores.

No momento que você cria um rótulo para uma energia superior, você acaba, muitas vezes, respeitando apenas ela, e esquece outras energias, como a natureza e o ser humano, e com isso, está automaticamente indo contra todas as energias que temos no universo e contra a sua própria crença. Sabemos que uma energia depende da outra, então, não podemos respeitar apenas duas ou três, por ser mais cômodo; respeitamos todas ou acabaremos entrando em conflitos que não conseguiremos compreender, já que não veremos a real essência das energias.

Quando assumimos que tudo é uma energia, entenderemos que a nossa vida não é movida por fatos isolados, ou por mudanças históricas, mas movida por leis superiores que regem tudo que está a nossa volta.

Se precisamos da água para viver, porque não respeitar essa energia chamada água? Se o sol é necessário para vivermos, por que não o respeitar e admirá-lo? Seja ele na palavra, Sol, Luz, Rá, Surya, Helios ou qualquer outra que alguém possa criar para denominar essa energia. Respeitando-as, estaremos de maneira simples em contato direto com elas e usufruindo de todas as maravilhas que elas podem nos proporcionar.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Negarmos a existência de uma energia superior, é negarmos a nossa própria existência.
  • Respeitar as energias, é estar em sintonia com todas as leis universais.
  • Quando defendemos rótulos, estamos defendendo conflitos.

3 – Leis: Devemos Seguir?

Quais são elas? Quem as criou? Elas necessariamente precisam ser obedecidas? Essas questões são pertinentes às pessoas que buscam encontrar harmonia entre todos os seres existentes. Ter essas questões como foco na busca por um conhecimento universal, nos habilitam a procurarmos conhecimento e entendimento sobre elas. Toda lei é uma norma a ser seguida. Nelas, existem um ponto inicial e um ponto final, evitando ao máximo, que nada saia do contexto, independente de qual seja ele. Quando algo não está dentro desse padrão, acabamos por infringir essa conduta.

As leis culturais foram criadas por nós para manter a maior parte de um grupo em ordem. Elas são um processo natural visível, e em alguns casos, imperceptíveis. Convivemos com diversas leis ao longo de nossa vida; regras que os pais colocam aos filhos, regras no ambiente de trabalho, regras no convívio escolar e todas elas, de modo geral. A partir do momento em que nascemos, somos acompanhados pelas leis culturais e universais. Nosso próprio nascimento é uma lei universal (a lei da vida).

Estamos acostumados a ouvir sobre as leis culturais. Na maioria das vezes, deixamos de fazer o que realmente nossa essência precisa. A preocupação sobre o que pensarão a respeito de nossas atitudes, impede que consigamos romper as barreiras das leis culturais e chegarmos às leis superiores. É nelas que precisamos focar. As leis universais sempre estiveram perto de nós, e o único jeito de utilizarmos elas, é compreendendo seu funcionamento.

E, o que as leis culturais diferem das leis universais? As leis universais sempre existiram e independente das leis culturais, elas atuam de maneira imutável. Não privilegiam determinados grupos, mas funcionam igualmente para todas as pessoas, sejam elas ricas, pobres, brancas, negras, mulheres ou homens. Qualquer indivíduo pode segui-las com a mesma importância. Quando percebemos as diferenças entre as leis culturais e universais, nossa vida começa a modificar, extraordinariamente. Compreenderemos que desde o menor até o maior ser, do conhecido ao desconhecido, todos somos partes de uma evolução.

Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama; pelo contrário coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram, vejam a luz. Pois não há coisa oculta, que não venha a ser manifesta; nem coisa secreta, que se não haja de saber e vir à luz.” (Jesus de Nazaré)

Analisando um pouco o nosso cotidiano, percebemos que estamos em torno de várias energias que seguem por sua vez, as leis maiores. O sol é uma fonte de energia que garante a vida física em nosso sistema. Se tentássemos alterar essa fonte, desencadearíamos ações que resultariam no fim da nossa espécie. Ele está aproximadamente a 150 milhões de quilômetros de distância da Terra, e isso não é por acaso. Se o nosso planeta se aproximasse demais dessa energia, deixaríamos de existir fisicamente e estaríamos alterando todo o curso criado.

Se voltarmos um pouco no tempo, cerca de 225 milhões de anos atrás, ou seja, na era Jurássica, e imaginarmos que os dinossauros atacassem todos os seres que encontrassem pelo caminho, com certeza, a Terra não existiria do modo que conhecemos.

Todavia, as leis universais sempre estiveram lá para garantir a ordem de todos os seres e foram rotuladas ao longo do tempo como; Lei divina, Lei dos deuses, Leis da natureza entre outros nomes que servem para ilustrar o seu funcionamento. Tentativas que foram de suma importância para a evolução humana.

Boa parte dos seres humanos nunca deixou de buscar as verdadeiras leis a serem seguidas e, por isso, é muito comum ver vários elementos das crenças antigas, ainda vivos em nossos dias.

Começaremos a notar que na tentativa de resgatar os valores das leis universais, que ficaram submersas pelas leis criadas pela sociedade, iremos evoluir, gradativamente, até uma escala ideal para esse plano terreno. Não devemos tornar a nossa vida uma existência banal. Precisamos nos libertar de conceitos adquiridos que nos acomodam perante os acontecimentos que envolvem a nossa vida.

A vida é feita de momentos, dê o melhor de si para só haver momentos com o qual possa lidar.

Gostamos sempre de citar o fator “mudança de vida”, porque ele é o combustível para pensarmos mais profundamente no que estamos fazendo. Este pensamento nos leva a uma reflexão que, momentaneamente, tomamos como objetivo principal, mas que em muitos casos acabam por não durar mais que alguns poucos dias. Somos guiados a tentar essa mudança, seja através de livros, documentários, palestras, amigos, ou quando algo acontece de errado em nossa vida. Nessa hora, nos perguntamos o que estamos fazendo com a nossa existência e o porquê de nada dar certo.

É aqui que precisamos estar! Focados na mudança.

Ao conhecer a fundo as leis universais, um leque de oportunidades se abrirá e só dependerá de cada um atingir o seu objetivo. Queremos mostrar os caminhos para que visualize a importância de estar de acordo com leis maiores. A escolha sempre será sua. Você decidirá se ao iniciar nesse conhecimento estará consciente ou não. Sobretudo, iremos apresentar-lhes a Lei Universal do Sofrimento, que é consequência natural de uma existência libertadora e com possibilidades inimagináveis.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Ter foco no conhecimento universal nos habilita a escolhermos o nosso caminho.
  • As leis universais sempre existiram. Elas atuam de maneira imutável.
  • Não devemos tornar a nossa vida em uma existência banal.

4 – A Lei do Sofrimento: uma lei universal

Quando entendemos que existem leis universais e que as mesmas precisam ser seguidas, devemos conhecer o modo para obtê-las em nosso dia a dia. É uma espécie de manual que carregaremos em nossa mente, e diferentemente de milhares de regras, conseguiremos obter todas as leis através da Lei do Sofrimento. Foi nessa questão que focamos todo o aprendizado adquirido ao longo dessa caminhada. Esse é sem dúvida, o ponto principal para começarmos a ter novas atitudes em relação às leis universais.

Por que a Lei do Sofrimento é uma lei universal? Em primeiro momento, pode parecer estranho a palavra sofrimento, mas se analisarmos um pouco, veremos que ela trará a distinção entre o certo e o errado. Será a chave que nos guiará entre os dois lados, e através dela, é que poderemos chegarmos ao verdadeiro significado da palavra amor.

Se quer ser amado, ame.” (Sêneca – Filósofo Romano, 4 a.C)

Lei do Sofrimento pode e deve ser usada por qualquer pessoa para saber se determinada atitude está ou não de acordo com todas as leis que regem o universo, e se somos parte do mesmo, ela acaba também por nos guiar. Essa lei independe do rótulo que você segue e fará o elo de harmonia entre o seu ser e o universo. Mas você deve estar se perguntando como isso pode ser possível, já que existem tantos segmentos diferentes e que acreditam em tantas coisas, que aos nossos olhos, parecem ser tão distintas umas das outras.

A resposta dessa questão se dará ao longo da sua própria busca por conhecimento que o fez chegar até esse livro. Quando colocamos os ensinamentos em prática, começaremos a entender a real essência da vida. Poderemos através de questões simples, começarmos a mudar e, consequentemente, mudaremos quem está ao nosso redor.

Sabemos que o amor, a paz, a felicidade e outras leis maravilhosas, são consideradas as leis maiores pela grande maioria das pessoas.

Mas sabemos que pessoas em nome do seu amor, em nome da sua paz e da sua felicidade, acabam cometendo diversas atrocidades que podemos acompanhar, diariamente, nos noticiários.

Mas por que isso ocorre? O motivo é simples. São apenas palavras utilizadas sem o real significado de sua essência e que acabam servindo para justificar tal atitude.

 O sofrimento é a lei de ferro da Natureza” (Eurípedes – Grécia Antiga)

Quando algum ser humano tira a vida de outro ser humano, ele pode estar fazendo isso por amor? Mesmo ele acreditando que sim, seja por uma causa particular, ou por uma causa “maior”, ele não está naquele momento, seguindo a lei máxima e verdadeira do amor.

Esse exemplo serve para ilustrar como o fanatismo pode cegar as pessoas que, muitas vezes, acreditam em falsas leis criadas por determinados grupos que visam muito mais uma ação política, do que propriamente uma busca pelo verdadeiro amor.

E, quando falamos de amor, nos referimos ao amor universal que se torna incondicional a qualquer situação. Esse deve ser sempre o objetivo buscado em nossa vida, ou seja, não devemos nos ater a rótulos simplesmente porque temos medo de uma consequência que nos é passada ao longo da vida. Nenhum dos grandes mestres que aqui estiveram, tentaram utilizar do medo para ensinar o seu conhecimento e transmitir as verdadeiras leis da natureza.

Há muito tempo, as civilizações antigas tinham conhecimento a respeito das leis maiores e utilizavam-nas a seu favor. Sabiam identificar, por exemplo, que essas leis nunca falharam e permaneceram inalteradas até sua época e que seguem do mesmo modo até hoje. Podemos notar que elas independem das leis criadas pelo homem, que seguem em constantes mudanças e parecem nunca serem totalmente adequadas para as situações cotidianas.

A lei universal do sofrimento pode nos nortear em relação às demais leis. Ela ajuda a encontrar o real significado das energias superiores e, consequentemente, faz com que tenhamos leis que se completem e nunca se anulem. As leis universais foram criadas para que todos possam seguir nessa caminhada, com a certeza de que existe algo superior e que rege tudo o que ocorre em nossa vida.

Como podemos utilizar a Lei do Sofrimento para chegar às outras leis universais?

Se tivermos o conhecimento de que os rótulos foram criados ao longo da história, e que muitos em nome deles tiveram ações que acabaram causando sofrimento em muitas pessoas, então, teremos a nossa grande chave para que possamos começar a entrar em sintonia com as leis maiores. Quando praticarmos qualquer ação, devemos fazer a seguinte pergunta: “Essa ação irá causar SOFRIMENTO a alguém?” Se a resposta for SIM, então, saberemos que esse não é o caminho correto a seguir.

Vejamos que com uma simples pergunta, mas de uma sabedoria incrível, conseguimos independente do rótulo que escolhemos, chegar às leis universais. Por que não devemos matar? Porque isso causaria SOFRIMENTO em alguém (parentes, amigos e conhecidos da vítima). Por que não devemos enganar? Porque isso causaria SOFRIMENTO em alguém. Por que não devemos roubar? Porque isso causaria SOFRIMENTO em alguém. E, quando estamos causando sofrimento a alguém, estamos causando um sofrimento a nós. Seja ele imediato ou posterior, acabaremos por precisar reparar tais atitudes.

E, assim, em cada momento de nossa vida, precisamos utilizar essa pergunta para começarmos a estar de acordo com as outras leis universais.

É de fácil percepção que a pergunta é universal e não distingue credo ou pessoas, e que se utilizada pela maioria, poderemos ter um convívio regido pelas leis universais. Começando a praticar diante das pequenas situações que se apresentam ao longo da nossa caminhada, acabaremos por torná-la natural. Com o tempo de prática, sentiremos o universo fluir dentro de nós e ao precisar dela nas situações que exijam uma grande decisão, estaremos seguros de que será feito dentro das leis maiores.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Tal ação causará SOFRIMENTO em alguém? Se a resposta for SIM, então, não faça.
  • A Lei do Sofrimento é a lei que norteará entre o certo e o errado.
  • Quando colocarmos os ensinamentos em prática, o real significado da vida aparecerá.

5 – O oposto do sofrimento

Como visto na lei universal do sofrimento, a simples chave utilizada por cada um de nós, pode nos guiar através da escolha entre o certo e o errado, estabelecido pelas leis maiores, leis que regem o universo desde os seus primórdios. Diferente das leis humanas, as leis universais visam uma perfeita harmonia entre todos os seres, onde cada espaço deve ser respeitado e toda e qualquer ideia, deve estar de acordo com elas. Só depende de nós mudarmos a nossa vida.

Provavelmente, você tentou por diversas vezes se tornar uma pessoa melhor ou até mesmo achar respostas para a sua jornada, mas acabou esbarrando em conflitos que não pareciam ter uma saída plausível. Esse fato é comumente relatado pelas pessoas que buscam essa condição de melhoria, mas acabam indo atrás de uma felicidade momentânea, não por uma opção delas, mas por não terem um guia em relação as leis universais que lhes fornecerão todo o apoio necessário.

O semeador saiu a semear. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda, e tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam cem, outros sessenta, outros trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça.” (Jesus de Nazaré)

Precisamos escolher um bom terreno para semearmos nossas atitudes. De nada adiantará mudar, quando estamos fazendo isto em lugar inapropriado. É necessário termos uma boa base para colhermos bons frutos. Quando escolhemos a “terra fértil”, notaremos que os frutos vêm em abundância.

O guia da vida é dado desde o momento em que entramos nessa evolução. Para não sairmos do foco principal e nos tornarmos seres melhores, através de novas experiências e conhecimento a cerca desse maravilhoso universo, precisamos estar atentos com o modo de conduzir o caminho da vida.

Se estivermos com a nossa mente aberta e, principalmente, atenta aos detalhes que nos cercam, diariamente, poderemos vivenciarmos tudo que o universo nos reserva de bom.

A chave principal para alcançarmos os nossos objetivos deve sempre partir das nossas atitudes perante as leis maiores. Não podemos querer enxergar uma mudança global, se não começarmos a fazer uma mudança interna, o que não se dará da noite para o dia, já que a grande maioria de nós está culturalmente acostumada às leis humanas. O caminho a percorrer não é difícil e nem requer muito esforço, mas acabou se tornando árduo pela forma como a vida vem sendo conduzida. Quando acreditamos que algo é possível, isso se torna real. Basta olhar a história da humanidade para ver que muitas mudanças ocorreram em diversas épocas, proporcionando ao homem, fazer dessas mudanças uma melhoria para a sociedade.

Talvez a dúvida que possa estar passando em sua cabeça, é por que, então, o mundo não está em total harmonia com as leis universais? Essa questão é prontamente respondida com a frase escrita anteriormente: “Quando acreditamos que algo é possível, isso se torna real”, ela serve tanto para o bem, quanto para o mal. Então, precisamos ter a consciência que as leis sempre existiram e se forem seguidas, apenas farão as pessoas evoluírem em sua jornada, mas se desrespeitadas, acabarão por gerar consequências que precisarão de reparos no futuro.

Para obtermos as leis universais e começarmos a fazer uma mudança, agora mesmo, precisamos estar com a nossa chave nas mãos e usá-la.

Quando perguntamos se determinada ação causará sofrimento a alguém e a resposta que obtivermos for: “Essa ação NÃO causará sofrimento em alguém”, estaremos, então, obtendo todas as outras leis universais como: o amor, paz, felicidade, caridade, sabedoria, amizade… A chave é simples, mas a atitude que ela gera é de um efeito sem medida existente para descrever.

Em nosso cotidiano, vamos esbarrar com muitas situações onde devemos utilizá-la. Se uma pessoa vem em sua casa pedindo um prato de comida e você nega, a nossa chave fica: “Eu negando um prato de comida para aquela pessoa, causarei um sofrimento a ela? SIM, já que ela continuará a sofrer pela fome.” Quando você dá o prato de comida, e a resposta da pergunta vira “NÃO, eu NÃO estarei causando sofrimento a ela”, você acaba por encontrar a lei superior da caridade. É uma maneira simples de entrarmos em sintonia com as leis universais e, assim, evoluirmos cada vez mais!

Quando praticamos, conseguimos retirar daquele instante o sofrimento que a falta delas causam ao próximo. Exercendo essa prática, estamos construindo uma base de evolução que vai além de rótulos existentes na Terra. O sofrimento é removido pela prática das leis universais e, por isso, devemos fazer com que esse momento cresça cada vez mais, até que possamos chegar a uma evolução que não precisaremos mais do sofrimento como guia da nossa jornada.

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.” (Madre Teresa de Calcutá)

Não precisamos e nem devemos nos apegar as regras mundanas, que acabam gerando um desconforto em nossa vida. Quando estamos de acordo com todas as leis universais, os rótulos acabam deixando de existir e nos desprendemos dos pensamentos que nos cercavam. Nessa hora, começaremos a ver o mundo de uma maneira diferente e saberemos como agir nas situações apresentadas.

Devemos a todo instante, praticar os verdadeiros ensinamentos que foram deixados pelos grandes mestres que aqui passaram. São a maior fonte de conhecimento que temos em nossos dias, e através das leis universais, conseguiremos distinguir o que foi fielmente transmitido ou o que foi alterado pelos homens durante os tempos.

Quando uma informação não está de acordo com as leis que regem todo o universo, saberemos que a mesma foi alterada visando algum tipo de benefício para determinados grupos. Devemos utilizar a chave que aprendemos para obter o caminho correto a seguir.

Lembre-se: o filtro das informações é muito importante para não cairmos em armadilhas futuras.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Uma simples reflexão pode nos guiar através da escolha entre o certo e o errado.
  • Se a nossa mente estiver aberta, começaremos a vivenciar tudo que o universo tem para oferecer.
  • Não esqueça! O sofrimento é removido pela prática das leis universais.

6 – Escutar é essencial

Quando iniciamos uma tarefa, recebemos instruções que geram respostas internas que assimilamos ou não. Na maioria das vezes, essas instruções são geradas pelas experiências que vivenciamos. Em alguns casos, tomamos por base a experiência de um amigo, vizinho ou parente. Sabemos que a vida se apresenta de diferentes formas para cada um e, por isso, é de suma importância optar pelo caminho que a nossa intuição aponta, sem medo do que outras pessoas possam pensar. Não temos controle algum sobre os pensamentos e atitudes das outras pessoas, mas temos o controle das nossas atitudes e reações perante às situações apresentadas.

Quando nos encontramos em uma bifurcação, devemos lembrar que o caminho anterior foi feito por nós e se continuarmos a fazer as mesmas escolhas, continuaremos no mesmo lugar.

Iniciando a caminhada em busca da felicidade plena, buscamos opiniões em conversas sobre o porquê disso ou daquilo. Em várias dessas conversas, notaremos que o ponto principal para não entrar em um grande conflito sobre o lugar em que queremos chegar, é saber filtrar todas as informações que vamos recebendo no dia a dia.

Muitas dessas pessoas com as quais trocamos informações, querem chegar ao mesmo lugar, porém, com um caminho um pouco diferente, e isso se deve ao fato de escolhermos nossos caminhos através das experiências que vivemos. Ao tomarmos uma iniciativa importante em nossa vida, independente de qual seja, devemos ter consciência de que para almejarmos o sucesso sobre tal escolha, precisamos nos manter focado e desfrutarmos ao máximo dessa nossa caminhada, lembrando de nos guiarmos pelas leis universais.

Uma das alternativas para aproveitarmos e alcançarmos o nosso objetivo é saber que escutar é fundamental para o processo que almejamos.

Dar oportunidades também para alguém falar e expor suas opiniões é uma excelente maneira de expandir nossos horizontes. Aprender a ouvir é um processo no qual necessitamos passar para obtermos informações que, muitas vezes, não estamos acostumados, ou, que a princípio não concordamos. É uma tarefa que vai nos tornarmos aptos a ter uma visão diferente do mundo. Quantas vezes mudamos de pensamento em uma vida? Estar ciente que a mudança é parte da evolução nos tornará aptos para buscar a liberdade.

Vale lembrar que uma ótima oportunidade para colocarmos em prática a arte de escutar, é frequentando palestras, seminário, retiros sobre assuntos do seu interesse, dentre outros. Eventos nos quais se encontram pessoas com os mesmos objetivos, e onde a troca de informações, geralmente, é muito grande. Particularmente, é um dos recursos que utilizamos muito. São palestras no formato de debates construtivos que você pode tirar um ótimo proveito da experiência de cada pessoa. Não se engane em pensar que alguma pessoa não tenha algo de interessante a compartilhar, todos têm algo a lhe ensinar, e cabe a nós extrairmos todo esse ensinamento.

Seja “pequeno” ao ponto de saber que tens algo a aprender. Seja “grande” ao pensar que tens algo a ensinar.

Com o passar do tempo, iremos aprender muito e então poderemos constatar que, quando estamos na busca de

Com o passar do tempo, iremos adquirir experiência e constatar que quando estamos vivendo a nossa jornada, precisamos trocar informações para o crescimento mútuo. No entanto, “impor” qualquer condição, crença ou vivência, criará conflitos desnecessários. Quando impomos algo, estamos indo contra as leis universais, ou seja, estamos sendo egoístas e fazendo com que alguém tome uma decisão do que achamos certo, e não do que essa pessoa realmente quer para si. A partir do momento que escutamos o que as pessoas têm a nos dizer, precisamos estar com a mente aberta e, assim, dialogar sobre o assunto abordado.

Não devemos nos preocuparmos com os títulos (doutor, presidente, empresário…) das pessoas, mas seja receptivo a tudo que está a sua volta. Criticar alguém por ela não ter a mesma opinião que a sua, precisa ser abolido de sua vida, por mais absurdo que possa parecer, lembre-se que essa pessoa está na mesma jornada que você, e se está falando algo contrário do que você acredita, é porque está em um caminho diferente para tentar alcançar o mesmo resultado que o seu. As pessoas podem se desviar do caminho das leis universais, mas de uma forma ou de outra, nesse tempo ou em outro, as leis vão ensinar como retornar ao caminho.

Quanto mais conhecimento um homem adquire, mais será a sua falsa sensação de estar acima do bem e do mal.

Quando passamos a escutar as pessoas, independente do título ou rótulo que elas tenham, notamos uma coisa simples, geralmente, esquecida. Percebemos o quão é importante saber que o mundo é feito de gente com os mais diversos pensamentos, e que o fato de estarmos atentos a eles nos tornam aptos para entender essas “diferenças”. Precisamos ter em mente que tentar compreender alguém, de fato, é bom para o nosso crescimento pessoal. Em muitos casos, uma simples palavra, pode despertar uma visão de vida na qual você não tinha percebido.

A partir do momento que damos oportunidade para alguém se expressar e não ficamos interrompendo para falar de algo nosso, automaticamente, estamos aprendendo a controlar o nosso “ego”.

O “ego” é uma palavra originada do Latin, com um significado bem popular, “eu”. Nós estamos acostumados a escutar ou falar: “eu fiz isso”, “eu sou assim”, ou seja, sempre colocando o “eu” em primeiro lugar, porém, não devemos nos sentir superior a ninguém. Temos que ter consciência de que estamos na mesma busca por aprendizado. Compreender qualquer situação que irá aparecer no decorrer do tempo, fará com que o nosso conhecimento não se torne uma arma contra nós, e sim, que vire um instrumento de ajuda ao nosso semelhante. Após deixar nosso egocentrismo de lado, estaremos respeitando a opinião e o espaço de outras pessoas. Esse é um grande passo para o entendimento e a construção do nosso aprendizado.

Em um debate, a construção de ideias é realizada dando oportunidades para que todas as pessoas apresentem os seus argumentos. Absorva o que está dentro das leis universais e o resultado será de suma importância.

Em meio à busca pelo conhecimento, não existe uma resposta única para todas as perguntas, o que iremos encontrar são “verdades” (que cabe a você filtrá-las), que construirão sua experiência ao longo da vida e, conforme vamos adquirindo conhecimento, as verdades se mostrarão diferentes, na medida que vamos evoluindo e chegando cada vez mais perto da essência da vida.

Vários mestres conseguiram encontrar diferentes caminhos para o tão almejado conhecimento universal, mas os ensinamentos estavam sempre dentro das leis universais, tornando-os seres iluminados que dedicaram uma vida a mostrar o que aprenderam. Esses mestres sempre tiveram a qualidade de escutar, mesmo tendo atingido um conhecimento mais elevado, primeiramente, ouviam o que alguém tinha a lhes dizer e somente depois, manifestavam alguma palavra.

Na Grécia antiga, por volta de 570 a.C, o filósofo e matemático Pitágoras acreditava que seus alunos deviam passar em torno de cinco anos apenas escutando os ensinamentos de sua doutrina, para só depois emitir uma opinião acerca do tema. Pitágoras acreditava que ninguém poderia falar sobre determinado assunto sem antes ter o conhecimento pleno do mesmo. Essa passagem nos mostra como escutar é importante. Não devemos ignorar um conhecimento, nem mesmo se acharmos que o assunto não nos interessa. Ignorar o que não conhecemos e o que não compreendemos, é um caminho fácil para permanecermos no estado de agnosia, ou seja, limitado por dogmas.

Devemos escutar, não por obrigação, e sim, por um crescimento pessoal. Quando possuímos a distinção entre o certo e o errado universal, através da Lei do Sofrimento, conseguimos sobre qualquer assunto, tirarmos o que realmente tem de valioso para nossa vida.

Em muitos acontecimentos, pré julgamos determinados pensamentos vindos de nosso semelhante, sem ao menos refletirmos sobre o assunto. As religiões, muitas vezes, são discriminadas simplesmente por terem uma base de organização e seguimento diferente daqueles que achamos correto. O motivo de ignorarmos outros conhecimentos gera um conflito que nos causam uma barreira interna, física e/ou social. É constante escutarmos nos noticiários, as guerras civis por conta de uma massa que não compreende um estilo de vida ou uma crença alheia. Essa barreira seria facilmente evitada caso compreendêssemos que cada um tem seu modo de pensar e de agir, baseado nas verdades que só cabem a elas decidirem.

Eu tenho o meu espaço, você tem o seu, nós temos o nosso.

Por fim, podemos dizer que cada um tem seu espaço e seu método de pensar e agir. Independente do rótulo de pensamento, só irá prevalecer o que estiver dentro das leis universais.

Quando compreendermos e aceitarmos o espaço e o modo de pensar das pessoas, como uma regra em nossa vida, muitas portas para o crescimento pessoal irão aparecer.

A organização de nossos pensamentos e o foco sobre aquilo que desejamos conquistar, é fundamental para a compreensão da nossa existência. As oportunidades começarão a surgir, e tudo ao nosso redor começará a se modificar.

É o que queremos passar para você: Escute, filtre as informações através das Leis Universais e obtenha sua chave para a felicidade.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Aprender a escutar é um processo no qual necessitamos.
  • Escutar é uma boa iniciativa para controlar o Ego.
  • Precisamos filtrar as informações que escutamos utilizando as leis universais.

7 – Medo Cultural

Todos nós temos sonhos e objetivos para alcançarmos. Embora sejamos iguais na essência, temos gostos e interesses diferentes, sensações ou estado de espírito que apenas cada indivíduo pode identificar e transformar em algo positivo ou não. Além das coisas que nos agradam, algumas vezes não estamos aptos a entender e aceitar determinadas situações que vão na contramão do que temos como verdade. Por esse motivo, criamos barreiras que nos impedem de aprendermos e compartilharmos nossos pensamentos.

Boa parte do que acreditamos hoje, não fomos nós que implantamos em nossas mentes, mas vem de uma geração que cultiva e acredita nessas ideias. Pequenas informações vindas de nossos pais, que nos impediam de cometer algum erro quando éramos crianças, podem ter tomado uma outra forma na cabeça de várias pessoas e, em muitos casos, acabam virando uma espécie de medo.

Muitos tiveram hábitos como: não dormir com a porta do guarda roupa aberta, olhar embaixo da cama antes de dormir, entre outras que adquirimos por vários meios quando éramos crianças. Na fase adulta, isso pode gerar medos muito maiores do que a imaginação de uma criança, e tornar a vida de uma pessoa um verdadeiro caos. O medo religioso que nos é passado pela cultura, desde berço, faz com que não consigamos entender algumas situações que precisamos passar. Por isso, é de suma importância filtrar as informações através das leis universais, que independem de rótulos.

A partir do momento que ficamos com medo por algum fator cultural, estamos nos privando de experienciar a vida. Os medos que não identificamos a origem, mas que estão enraizados no nosso ser, tem em sua grande maioria um início na primeira fase da vida. Essa imposição do medo cultural faz com que muitas pessoas não consigam ter um crescimento maior. É um bloqueio para o desenvolvimento.

O medo de fracassar em um negócio, de fracassar como pai, mãe, filho, de não suprir as expectativas alheias, nos tornam cada vez mais reféns de uma cultura que não se baseia nas leis universais. Um exemplo muito comum, é o medo de amar, confundido com paixão e apego (que acaba sendo constante na vida das pessoas que tiveram uma desilusão amorosa). Dizer e sentir “eu te amo”, acaba se misturando com outros sentimentos que não estão baseados nas leis universais.

Um covarde é incapaz de demonstrar amor. Isso é privilégio dos corajosos.” (Mahatma Gandhi)

Agora, imagine seguir a sua vida dando valor ao que realmente acredita, imagine dizer “eu te amo” para todas as pessoas que você ama verdadeiramente. Imagine amar a humanidade, entendendo que todos estão em um grau de evolução e terão suas chances de aprender. Isso é liberdade plena. É felicidade na única forma que ela pode ser: pura.

Imagine acordar todos os dias e saber que por mais um dia, temos a oportunidade de recomeçar e fazer com que todos os sonhos se concretizem. Todo dia é um novo aprendizado, um motivo para deixar os medos de lado e colocar o que acreditamos em prática. Errar é muito normal, errar faz parte da vida de quem um dia tentou. Se você reconhece seu erro, você evoluiu.

O medo é um sinal de fuga. À medida que ele cresce dentro de você, te impede de ir além. Mas nunca tente saltar de um avião sem o paraquedas. Precaução deve ser levada em consideração. Tampouco, não devemos utilizar a precaução como uma forma de desculpa (medo) para evitarmos certas circunstâncias em nossa jornada. O conhecimento faz o medo se dissipar.

Quando nossos medos começam a nos dominar e ficar mais fortes que a nossa vontade, é hora de pararmos e refletirmos se é desse modo que queremos levar a nossa vida.

O medo cultural é uma condenação e/ou uma autopunição que escolhemos ou não levarmos para nossa vida. Sim, mesmo que involuntariamente, somos nós que escolhemos carregar qualquer tipo de medo cultural. Precisamos assumir responsabilidades sobre o que acontece em nossa volta e nesse processo evolutivo, chegaremos a nossos objetivos. Talvez algumas pessoas não vão ao circo por medo de palhaço, outras não usam roupas pretas porque lembram ocasiões de luto. Não importa o tipo e nem o tamanho do medo. Se ele impede o seu crescimento, continuará criando barreiras na sua jornada. Por que tanto medo? Por que sentir medo de algo que nos impede de seguir em frente? O “medo” apenas criará obstáculos e impedirá de trilharmos nosso próprio caminho, e isso deve ser trabalhado internamente.

Onde o medo está presente, a sabedoria não consegue estar.” (Lucius C. Lactantius – 245 d.C)

Com o passar do tempo, conforme vamos crescendo, começamos a ter consciência do que pode ou não acontecer sobre o que escutávamos em nossa infância, mas mesmo assim, preferimos nos prevenir, não mais por medo, mas por condicionamento. Porém, isso não é igual para todos. Algumas pessoas não conseguem se livrar do “fantasma do passado”, e isso, as impedem de seguir em frente.

Quando éramos crianças, tivemos certos tipos de informações; quando adolescentes tivemos alguns outros e quando adultos devemos parar e pensar sobre tudo o que aprendemos no decorrer de nossa existência e encarar essas informações como um enorme aprendizado. Sem julgamentos. Apenas observe e deixe fluir.

Como sabemos, escutar faz parte do processo evolutivo e talvez tudo o que os nossos pais e avós nos falaram, um dia faça sentido. Nunca podemos desmerecer alguma informação que tenhamos recebido, mesmo que talvez ela não seja a nossa verdade. Num futuro próximo, essas “informações antigas” podem ser a resposta para seguirmos em frente. Você as passará pelo filtro das leis universais. Em determinado ponto, deixamos de fazer um futuro melhor apenas porque ficamos pensando nas coisas que aconteceram no passado, principalmente, nos erros que cometemos e acabamos deixando de lado o presente, que é o real momento de tomar uma iniciativa para concretizar nossos sonhos.

Seja qual for o motivo, o impacto de um erro ou de uma perda, geralmente, é muito forte. “Perder” a pessoa amada ou um ente querido, muitas vezes, é encarado como o fim da linha. As lembranças do passado nos impedem de criar um novo começo. Por conta do medo, pessoas passam dias e mais dias vivendo o futuro, outras, dias e mais dias vivenciando o passado e acabam por deixar passar o mais importante: o AGORA.

“Uma vez um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico vendo a cena, teve pena dele e o transformou em gato. Logo ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera. Então ele começou a temer os caçadores. A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:

 – Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo.” (Antiga Fábula Indígena)

O momento que estamos agora contribuirá para a criação de todos os tempos existentes. Precisamos viver o presente, porque é com ele que conseguiremos fazer uma ligação entre o passado e o futuro.

Em nossas “perdas” encontramos as maiores dificuldades para seguir com nossos objetivos, principalmente, quando perdemos alguém que amamos. Como sabemos, a morte do nosso corpo físico é inevitável, por isso, podemos dizer que ela segue uma lei universal. Encaramos isso como algo além da nossa capacidade de entendimento.

Realmente, é muito difícil sentir a falta de alguém. Em um primeiro momento, vamos lembrar as coisas boas que passamos com essa pessoa, lembrar dos ensinamentos bons, lembrar de todos os momentos incríveis que passamos juntos e, principalmente, lembrarmos que a morte não é o fim e nem o começo. É mais uma etapa da grande jornada que é a existência. Mesmo que a relação anterior à morte de alguém não tenha sido boa, o remorso não deve ser cultuado. Devemos saber que a evolução da pessoa na passagem dessa etapa para outra, já a torna entendedora dos motivos mundanos.

Por que chorar a morte? Talvez seja melhor celebrar o fim de uma etapa concretizada.

Muitas civilizações antigas encaravam a morte como uma nova etapa de vida. Acreditavam que estavam vivendo para aprender, passar conhecimento e progredir como pessoa. Algumas culturas realizavam ou realizam festas após a morte de alguém. Isso é realmente incrível, talvez a melhor forma de mudarmos esse sentimento.

Entretanto, não devemos viver procurando morrer e nem desejando a morte de alguém. Devemos desfrutar de tudo o que nos foi oferecido e dar valor a cada dia de aprendizado, com a esperança de que algo melhor nos aguarda.

Converse sobre a morte com seu ente querido, não encare esse assunto como um tabu, isso ajudará você a saber, que independente da ordem cronológica, todos faremos essa passagem e podemos torná-la agradável.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • É importante filtrarmos as informações através das leis universais, independente de rótulos.
  • O medo nos impede de criar novos horizontes.
  • Devemos celebrar cada etapa alcançada. A comemoração de uma conquista é importante.

8 – A importância das metas

Todos os dias quando acordamos temos algumas tarefas para realizar. Lavar o rosto, escovar os dentes e tomar o café da manhã são hábitos diários na vida da maioria das pessoas. Simples afazeres que aprendemos para tornar a vida organizada. No decorrer do dia, independente daquilo que fizermos, temos algumas “obrigações” com o nosso corpo, necessárias para darmos continuidade as nossas tarefas (como almoçar, beber água etc) caso contrário, estaríamos indo contra as leis básicas da sobrevivência, e, consequentemente, ficaríamos fracos para concretizar algo.

Assim como o corpo tem sua organização para “pedir” pra ir ao banheiro, para “dizer” que está com fome, para “informar” que é hora de descansar, precisamos criar novas organizações. Programar objetivos para que saiba aonde quer chegar é fundamental para a jornada. Seja de curto, médio ou longo prazo, eles devem ser encarados com a mesma importância para a vida não se tornar um barco à deriva. No entanto, o tempo que criará esses objetivos é o agora.

“Uma vez os ratos que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um jeito de acabar com aquele problema. Muitos planos foram discutidos e descartados. No fim um rato jovem levantou-se e deu a ideia de pendurar um sino no pescoço do gato; assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam o sino e poderiam fugir correndo. Todo mundo bateu palmas, já que o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto e disse: – O plano é muito inteligente e que com toda certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar o sino no pescoço do gato?”

Moral: Traçar metas é fundamental, cumpri-las é essencial. (Fábula Medieval – Belling The Cat)

Diariamente, organizamos a nossa vida com pequenas metas que passam despercebidas. Ao sair de casa em direção ao trabalho, pegamos o carro, estipulamos as ruas que devemos passar, para assim, chegarmos ao destino. Por sua vez, quando vamos ao supermercado sabemos o que precisamos comprar e o que repor em nossa dispensa.

Se refletirmos sobre as consequências que acontecem a partir do momento que estipulamos o que temos para fazer, vamos perceber que as tarefas começam a se concretizar sem problema algum, simplesmente elas fluem automaticamente. Se não tivermos esse mínimo de organização, provavelmente, nossa vida seria um caos e iríamos precisar de mais tempo para concluir tudo o que temos que fazer, e muitas tarefas acabariam ficando para “outra hora”.

Quando simplesmente deixamos as coisas acontecerem por si só, sem metas e sonhos, seremos apenas um mero espectador da própria vida. As coisas interessantes vão passar sem ao menos notarmos sua existência, e o que poderia nos dar liberdade não teria mais força para tocar nossos sentimentos. Somente ao separar as coisas e estipular certos cronogramas para elas, é que iremos notar que tudo o que fazemos é um aprendizado, e o que virá é consequência do que estamos fazendo, atualmente. Todas as etapas de uma meta devem ser vivenciadas para quando o objetivo final for atingido haja uma felicidade completa por sabermos que conseguimos através da organização o que programamos.

Um dia o sonho me disse: – Conseguirás! Hoje eu digo ao sonho: – Consegui!

Constantemente, passamos por dificuldade para fazer algumas coisas simples no dia a dia, temos a impressão de que o tempo não foi suficiente para terminar tudo o que queríamos, mas no fundo, sabemos que faltou um pouco mais de empenho da nossa parte, não por má vontade, mas por falta de programação.

Provavelmente, você tenha algum conhecido que leva o filho para escola, depois vai ao trabalho, volta para casa fazer o almoço, retorna ao trabalho, vai ao supermercado, pega o filho na escola, faz o jantar e, no fim, acaba sobrando tempo para qualquer outra atividade, como um lazer, estudos, meditação e yoga, por exemplo.

A solução para que todas as coisas possam ser feitas sem problemas, e o tempo não vire seu inimigo, consiste apenas em criar metas para que fluam de maneira natural. Quando criamos um cronograma para nossos objetivos, nos tornamos donos do nosso tempo e não o inverso. Ao começarmos a implantá-lo no cotidiano, os sonhos começam a se tornar realidade. Como falamos , “sejam esses objetivos de curto, médio ou longo prazo, ambos devem ser encarados com a mesma importância”.

É comum ver crianças indo mal nos estudos por falta de planejamento dos pais em relação aos horários, assim como, é comum encontrarmos adultos estressados porque se preocupam muito com os problemas que ainda nem apareceram, apenas ficam criando milhares de possibilidades sobre o que pode ou não acontecer. Sem planejamento, as pessoas ficam angustiadas e ansiosas por coisas que, no fim, percebem que não eram motivo de preocupação.

Para organizar as metas que queremos cumprir, precisamos listar quais são nossos deveres diários (trabalhar, estudar…) que ficam difíceis de serem alterados. Sabendo deles, vamos conhecer os horários disponíveis para a realização dos nossos sonhos.

As pessoas que hoje se encontram fluindo com a vida, são aquelas mais organizadas, que sabem o que fazer depois de acordar e o que fazer antes de dormir. Com um pouco de esforço e prática, é possível ser assim.

Independente da quantidade de objetivos a serem atingidos, somente você saberá a importância deles em sua vida, então, basta estipular horários para focar na concretização dessas metas. Se você quer ler um livro e acha que não tem tempo, você pode colocar um papel sobre algum móvel que fica ao lado de sua cama, assim, antes de dormir, você irá notar esse papel e lembrar que você estipulou algum tempo de leitura para aquele horário.

Realmente, é muito simples cumprir as metas que traçamos, o que nos impede de concretizá-las é pensarmos que o tempo é curto, e que nossa vida é movimentada o bastante para nos dar ao “luxo” de fazer aquilo que realmente queremos.

Um segundo para você, é o mesmo um segundo para qualquer pessoa. Não importa em qual local da Terra você esteja, cada pessoa tem exatamente 24h para fazer do seu dia o melhor possível. O tempo é um tic tac inaudível, e quando você percebe que ele passou, entende a importância de estar presente em cada momento. É um aliado para quem é organizado e tem a vida pautada em objetivos.

Com as metas criadas e sonhos bem definidos, você utilizará o tempo vago apenas para celebrar o prazer de “fazer nada”, como diria uma expressão bastante utilizada na Itália: “dolce far niente”, simplesmente, “a doçura de fazer nada”. Esse “descanso” é necessário para que possamos relaxar a nossa mente e recarregar todas as nossas energias. Para aqueles que sonham e não praticam o poder da concretização, passarão a vida correndo contra o tempo, ou seja, pensando que os sonhos são maiores que sua capacidade. Essas pessoas utilizarão o tempo disponível para estabelecerem uma “autodesculpa”. Acreditar na mentira interior é o maior obstáculo que criamos, é cometer um suicídio silencioso.

Cada batida do nosso coração, é um pedido para seguir em frente, cada respiração é um motivo de realizarmos os nossos sonhos. Saiba que você é dono do tempo, as leis universais te permitem decidir sobre tudo o que deseja fazer. Sonhe, estipule metas e, sobretudo, faça o possível para concretizá-las. Você pode!

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Independente dos nossos objetivos, devemos encará-los com clareza.
  • Organizar metas é organizar a nossa vida.
  • Torne-se um sonhador e um mundo de possibilidades irá se apresentar.

9 – Os Ensinamentos

Quando queremos adquirir conhecimento sobre um assunto, devemos buscar informações necessárias para adicionarmos a nossa base de conteúdo. Através de livros, filmes, palestras, conversas formais ou informais, vamos assimilando e separando o que é de nosso interesse, conforme o nosso conceito interno, que precisa ser baseado nas leis universais para nutrirmos o nosso ser de informações assertivas.

Quando os pais começam a educar seus filhos, eles não precisam ir muito longe para obter informações necessárias para educá-los do modo que acreditem ser o correto. Os pais, um dia foram filhos e tomando como base a educação que tiveram, saberão distinguir o que foi bom ou ruim. Se os adultos pensarem no seu tempo de infância, muitos irão recordar das vezes que os seus pais tomavam alguma decisão que não era compreendida no momento.

Quando educamos alguém, temos como base nossas próprias experiências e, a partir disso, iremos selecionando as coisas boas para usarmos como base no ensinamento e as coisas ruins, como advertência para evitar que algo de “errado” aconteça. É um mecanismo natural de proteção.

Ao decorrer dos anos, conforme vamos crescendo e as responsabilidades começam a fazer parte de nossa vida, nos deparamos com obstáculos e desafios. Nesse momento, todos os ensinamentos que aprendemos servirão como ponto de partida para seguirmos adiante. Quando essas eventualidades começam aparecer, podemos ter dúvidas de como agir para resolvê-las. Algumas vezes, tentamos seguir adiante, e outras, contamos com o auxílio de amigos e familiares, pessoas que confiamos. Todo auxílio é bem-vindo desde que respeitado as leis universais. Se algo indica ir contra as leis, o resultado será aleatório.

Quando apresentamos a situação que nos incomoda para alguém, geralmente, escutamos palavras do tipo “Se eu fosse você”, “Eu acho que”, palavras que por alguns instantes, podem nos manter em um estado de torpor. Na hora que estamos com a vida conturbada, qualquer palavra de motivação pode se encaixar perfeitamente, entretanto, temos que ter consciência de que a solução para tudo isso, não esta somente nas palavras bonitas. Elas não são suficientes para quebrar a barreira que nos impedem de progredir, mas podem ser um início para buscarmos a ação e solucionarmos o que nos aflige.

Precisamos separar o que “queremos” escutar e o que é “necessário” escutarmos, para somente assim, iniciarmos nossa elaboração de como quebrar a corrente que nos impede de manter o foco em nosso objetivo. Conversas são sempre bem-vindas, mas devem ser analisadas conforme as leis universais, e não conforme uma experiência que a princípio pode parecer funcional, mas que no futuro acaba se revelando pouco eficiente.

Não é de hoje que as pessoas vivem uma constante busca para melhorar suas vidas, tentando achar uma solução para perguntas que, momentaneamente, parecem sem explicação. Desde o início das civilizações, cada povo teve seus questionamentos e interpretações para explicar os fenômenos que ocorriam ao seu redor.

Os antigos filósofos gregos, por exemplo, passavam boa parte do seu tempo pensando e “discutindo” fatos considerados importantes, como: O que é Beleza? O que é Moral? O que é Liberdade? O que é o Conhecimento? Eram nas suas crenças que eles tentavam explicar todos os acontecimentos que naquela época eram impossíveis de entender, principalmente os acontecimentos naturais.

O sistema de crença de muitas civilizações achava que os raios, relâmpagos e trovões eram uma forma de comunicação de seus deuses com o povo, por irritação ou por um motivo de desaprovação. Não podemos dizer que eles estavam errados, tampouco, desmerecer as crenças que um dia existiram, já que o respeito que eles tinham com esses fenômenos era algo que merecia ser trazido para a nossa cultura.

Os únicos ensinamentos que sobreviverão ao tempo, serão os que estão de acordo com as leis universais. Ensinamentos bons nos levam a praticar coisas boas, é um ciclo natural que em certo momento, faremos automaticamente.

Sabendo que as pessoas precisam de uma base, ou seja, informações e ensinamentos de como conduzirem a vida, grupos surgiram utilizando o medo como forma de doutrinar pessoas. Nem mesmo seus líderes seguem o que é ensinado, mas exigem que os outros façam. É “normal” encontrarmos pessoas que dizem que se alguém matar em nome de seu Deus, sua alma estará curada e livre de pecados.

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos, porém a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. Logo pelos seus frutos os conhecereis.” (Jesus de Nazaré)

Podemos ver líderes que em função dos ensinamentos pregados, sugerem que “seus” fiéis utilizem uma boa parte do seu dinheiro (quantias exorbitantes ou praticamente tudo), para poder garantir seu espaço no céu. Obviamente, cada pessoa usa o dinheiro ou seus bens da maneira que achar melhor, mas em momentos de fragilidade, se tornam alvos fáceis. Se falarmos para uma pessoa que uma vida feliz não precisa de dinheiro, teremos que ser o primeiro a renunciá-lo; se falarmos que o amor está na doação, então, teremos que ser o primeiro a doar; se desejarmos a paz, devemos ser o primeiro a praticar a paz.

As atitudes sempre foram um dos maiores ensinamentos que os mestres nos deixaram e, consequentemente, vieram a ser a chave dos bons ensinamentos. Jesus veio à Terra, falou sobre amor e amou, falou sobre perdão e perdoou.

Inúmeros são os exemplos de ensinamentos bons que foram colocados em prática e, que até hoje, são estudados e servem como fonte de inspiração para as pessoas.

Madre Teresa de Calcutá pregou o poder do amor ao próximo, praticando por toda sua vida o que acreditava ser o verdadeiro amor. Sidarta Gautama, o Buda, em um dos seus ensinamentos dizia que os problemas são criados por nós em nossa mente, mas ele não somente ensinou, mas colocou em prática que a meditação era uma ótima forma de estar liberto em um estado de altíssima elevação.

São exemplos que nos mostram que não podemos ficar apenas na teoria, precisamos colocar em prática tudo que acreditamos, usando de base as leis universais. Para obtermos um jardim com flores, borboletas e passarinhos, precisamos plantar e regar.

Chegará um tempo que entenderemos que para ser respeitado é preciso primeiramente respeitarmos o próximo; saberemos que para crescer, é preciso viver sem medos e, sobretudo, um dia, iremos compartilhar com alguém que para sermos pessoas libertas, precisaremos nos amar mutuamente como parte da mesma existência, ou então, iremos apenas existir.

O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento.” (Atribuído à Siddhārtha Gautama – Buda)

A qualquer leitura, a qualquer conversa, a cada dia iremos ser alunos de nossa própria existência. Somos alunos e professores. Somos todos somente um, somos parte da mesma natureza, somos, na essência, todos iguais.

Se respiramos o mesmo ar e compartilhamos da mesma água para sobreviver, como pode alguém ter sede? Se precisamos nos alimentar, então como podemos deixar alguém morrer por falta de alimento? Como podemos negar um prato de comida para alguém que bate na nossa porta? Por que não utilizar o conhecimento para ajudar as pessoas?

Precisamos mudar nossas atitudes e começaremos a ver que o mundo também se modificará.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Os ensinamentos que sobreviverão ao tempo, estarão de acordo com as leis universais.
  • Ensinamentos bons nos levam a praticar coisas boas. É um ciclo natural.
  • As atitudes dos grandes mestres, de acordo com as leis universais, são a chave dos bons ensinamentos.

10 – Um Novo Olhar (Capítulo escrito em 2020)

Quem poderia imaginar que em 2019, o mundo enfrentaria uma pandemia de proporções ainda desconhecida, que modificou a forma como lidamos com as pessoas e com a vida. A certeza sobre o futuro, meramente um véu de ilusão humana, foi removido dos nossos olhos, de forma rápida e direta.

Todos foram atingidos de alguma forma. Direta ou indiretamente, em um grau menor ou maior, cada pessoa absorveu o Covid-19 de forma diferente. As chamadas ondas de contágio do vírus continuam até a data de publicação desse capítulo (Abril de 2021), uma constante na rotina dos países.

Apesar de todos os esforços de vacinação, tudo indica que as mutações podem colocar em risco a eficácia das vacinas. De modo que a necessidade do mundo se unir em um trabalho conjunto fica cada vez mais evidente.

Apesar de todas as variáveis possíveis que o cenário apresenta, algumas constatações universais ficaram visíveis. Tudo ao nosso redor, fisicamente falando, deixará de existir um dia. Olhe a sua volta: você, seus familiares, seu animal de estimação, sua casa e seu carro, dependendo da sua idade biológica, deixarão de existir em pouco menos de 60, 70 anos. Estamos apenas de passagem pelo planeta Terra.

Isso significa que a vida não tem importância? Muito pelo contrário. Significa que a vida é preciosa e que precisamos aproveitar cada segundo de forma alegre, passando pelas experiências e obstáculos que são colocados na nossa frente. A essência permanece, e a nossa jornada continua além da vida na Terra.

“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.” (Atribuído à Pierre Teilhard de Chardin)

No entanto, essa constatação da realidade física trouxe sentimentos dos mais variados. Pessoas começaram a ficar ansiosas e depressivas, e a atmosfera que vem se formando, é de insegurança e medo. O conhecimento que pode libertar o indivíduo é jogado para baixo do tapete junto com a poeira das ações que não estão baseadas nas Leis Universais.

Esse sentimento é totalmente compreensível para o modelo que usa a matéria como fuga do encontro interior. Todo ser em evolução passará por esse processo natural. Não há nada de errado. O maravilhoso acontece quando a pessoa percebe esses padrões e resolve seguir em outra direção. O passado serve apenas para nos guiar. O importante é o que você fará nesse momento. Você pode ser o portador da esperança para as pessoas. Pode aliviar o fardo de quem está passando por dificuldades, no entanto, se você é a pessoa que precisa de ajuda, volte sua atenção para dentro, busque toda a ajuda possível. Se fortaleça e use o seu caminho de crescimento e superação para ajudar o próximo. Quando estamos ajudando o nosso semelhante, na raiz das energias, estamos nos ajudando.

No momento que nos encontramos em uma situação difícil, tudo ao nosso redor parece não fazer muito sentido. Um desânimo toma conta, e as nossas forças vão ficando em um nível mais baixo. Entretanto, esse quadro temporário pode ser revertido, gradativamente.

Nosso objetivo é dizer:
você não está sozinho.

Apesar de sermos diferentes um dos outros e enfrentarmos situação das mais complexas, há sempre uma raiz muito próxima, e a base para encontrarmos a solução está dentro de nós. Utilizando a chave da “Lei do Sofrimento”, vamos encontrar a direção que mudará o entendimento sobre a nossa jornada na Terra.

Mas, como vamos achar uma solução dentro de nós, se estamos desanimados, sem força e enfrentando todos os tipos de pensamentos?

Precisamos dar um passo por vez. Vamos nos colocar como espectadores da situação. Visualize o cenário da mesma forma que assiste a um filme. Perceba que você não é a situação, nem o seu corpo, nem as suas reações. Você está além disso. Ao realizar essa prática, novas perspectivas vão surgir e os entraves serão dissipados na medida em que essa atividade vai sendo desempenhada. Esse é um dos motivos que conseguimos ajudar alguém. Estamos de fora, vendo a situação. A pessoa está tão envolvida nos problemas que não consegue ver nenhuma outra perspectiva.

Há muitos motivos que podem fazer uma pessoa ficar para baixo: a “perda” de uma pessoa que ama, problemas de relacionamento, problemas de saúde (quando a rotina inteira é modificada), problemas financeiros, causas desconhecidas, uma pandemia…

Quando alguma coisa não sai conforme idealizamos, a nossa primeira reação é nos culparmos ou culparmos alguém. É uma resposta natural da nossa mente. Em relação ao outro, é interessante perceber que as pessoas são e estão em níveis de entendimento diferente uma das outras. Entendendo isso, conseguimos compreender o porquê das variadas atitudes do ser humano.

Muitas vezes, as pessoas ao seu redor não vão entender o que você está passando. Talvez isso te faça se sentir sozinho. Mas, e se você tentar mudar o foco e olhar de outra forma? Você já pensou que tudo que está acontecendo nesse momento, pode ser essencial para que lá na frente você ajude outras pessoas que passarão pelas mesmas coisas que você está passando? Olha se isso não é um grande propósito de vida. Enfrentar uma situação, utilizando o conhecimento das leis universais para ajudar muitas pessoas no futuro.

E, quando a gente se culpa?! Não importa o que você tenha feito, quando você reconhece que aquilo não foi legal, você amadureceu e evoluiu. Naquele exato momento, era o máximo que poderia ter feito. É nesse ponto que podemos entender as atitudes das outras pessoas. É o máximo que elas podem fazer no momento. Você pode fazer milhares de perguntas relacionadas ao passado; se eu tivesse me casado com A e não com B? Se eu não tivesse tido tal atitude? Se eu tivesse feito de outra forma? Qualquer ação realizada na vida pode ter milhares de caminhos, mas nós tomamos aquela atitude porque era o que o nosso entendimento (preparo emocional, conhecimento…) poderia fazer no momento.

Sempre podemos olhar os desafios da vida por vários ângulos. Imagine uma pessoa com problemas de alcoolismo que se culpa por não conseguir se livrar do vício. Talvez ela tenha “perdido” família, amigos e sabe que precisa parar. Ela faz um propósito de vida de não beber mais. Fica 1 mês sem beber, e logo em seguida, tem uma recaída. Ela tenta novamente e tem mais uma recaída. Na cabeça dela, ela fracassou e nunca vai conseguir parar de beber.

Mas alguém que está de fora, pode olhar para a situação e ver o seguinte: ela bebia todo dia, tentou não beber mais e conseguiu ficar 1 mês sem beber, depois mais outro mês sem beber. Nesses dois meses, ela deixou de beber por 58 dias e bebeu apenas 2. Isso é uma vitória. Mas a pessoa envolvida vê isso como uma derrota.

Esse exemplo pode ser aplicado em quase tudo. Se você estava há meses com tristeza ou angústia, e, conseguiu por 1 dia se sentir um pouco melhor, excelente! Você avançou. Invista na prática que te deixou mais favorável e continue. Não se culpe se amanhã voltar a sentir tristeza. Apenas persista. É um processo natural. Aplique a visualização e olhe a situação de fora. Quando você menos esperar, naturalmente, estará vibrante novamente.

“Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.” (Atribuído à Confúcio)

Uma das principais fontes para a ansiedade, tristeza e frustração está na tentativa de se adequar ao grupo e as tendências. Por natureza, somos seres que queremos ser aceito na sociedade. Na busca por essa aceitação, somos capazes de realizarmos coisas inimagináveis.

Você se identifica com isso? Uma forma de analisar essa questão é fazendo uma pergunta: “Se eu estivesse em uma ilha deserta, faria o que estou fazendo?” Você sabe que o mundo não é uma ilha deserta, mas essa pergunta é um exercício mental que isola todos os julgamentos das pessoas e te proporciona encontrar o que realmente tem vontade de fazer.

Quando você tem essa percepção, fica mais fácil de achar um meio termo entre a “sociedade” e a “ilha deserta”. Todo extremo é um caminho perigoso. O interessante é ficar perto do equilíbrio.

Uma coisa legal de fazer é começar a cuidar cada vez mais do seu jardim interno (seu corpo, mente e espírito) para atrair as mais belas borboletas (bons amigos, pessoas queridas, bons momentos, felicidade e liberdade). Quando você estiver bem, poderá tomar as melhores decisões. É importante não tomarmos decisões bruscas quando estamos fragilizados. A mudança gradativa, baseada nas Leis Universais é um caminho sólido que só trará benefícios.

No momento que você muda, tudo muda. Não necessariamente as coisas mudaram, elas continuam como sempre foram, mas você as percebe de outra forma. Quanto mais intensa for essa mudança, mas genuinamente você se sentirá bem.

No momento que externamos nossos sentimentos, o corpo relaxa de alguma forma. Ele expulsa para fora tudo que está trancado no mais profundo da nossa mente. Você pode se expressar escrevendo, pintando, conversando e, utilizando dos recursos que os grandes mestres nos apresentaram, vai perceber que na origem, você é feliz.

A Felicidade é um estado interno. Você pode estar com a vida que idealizou e, mesmo assim, sentir um vazio, ou pode estar enfrentando as maiores dificuldades e permanecer feliz. Ela independe das adversidades físicas passageiras. Quanto mais ações baseadas nas Leis Universais, você for cultivando, mais a Felicidade e Liberdade se farão presente na sua vida.

Esperamos do fundo do nosso coração, que esse novo momento do mundo, te faça olhar para dentro, trazendo uma vida realizada e repleta de liberdade espiritual.

MEDITE SOBRE OS TÓPICOS:

  • Quando você muda, tudo muda.
  • Visualize qualquer situação de fora.
  • Quando ajudamos nosso semelhante, na raiz das energias, estamos nos ajudando.

11 – Colocando em prática

Chegamos ao início do nosso livro. Sim, aqui será a partida inicial para começarmos a mudar. Os ensinamentos dos grandes mestres nos mostram que não podemos ficar apenas na teoria, precisamos colocá-los em prática, e, para isso, atitudes simples farão uma verdadeira mudança na nossa jornada e sentiremos o universo inteiro correspondendo, numa troca mútua de energia.

Você está preparado para isso?

Aproveite! O universo é todo seu e está lhe esperando para servi-lo da melhor maneira possível. Só cabe a você se comprometer com as energias superiores que regem tudo que conhecemos.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

Seguiremos abaixo, com as inspirações transmitidas pelos maiores líderes de luz que passaram pela Terra e que deixaram um legado enorme para que possamos compreender as leis universais e, desse jeito, entendermos o porquê da nossa jornada. Uma boa viagem e esperamos que você aproveite ao máximo.

Utilize da nossa chave para obter todas as leis universais. Essa ação causará sofrimento em alguém? Se a resposta for NÃO, então, encontramos os verdadeiros ensinamentos.

Como utilizá-la: pegando um exemplo comum na vida das pessoas podemos aplicá-la sem dificuldade. Se estivermos em uma empresa disputando a vaga de gerente, diretor, presidente ou qualquer outro cargo e pensarmos que podemos conseguir o posto almejado utilizando de meios (seja ele qual for) não adequados, devemos parar e utilizar da Lei do Sofrimento: “Minha atitude em relação ao meu semelhante causará sofrimento nele?” Se a resposta for SIM, então, você não deve fazer. Mesmo que faça e consiga seu “objetivo”, o universo seguindo seu curso natural cuidará de reparar as atitudes negativas, e você será o único responsável por seus atos, precisando de uma maneira ou outra consertar o que foi feito.

A competição é algo saudável quando há lealdade e por mais que uma pessoa se sinta derrotada, por não ter conseguido a vitória, ela estará dentro do contexto natural da vida, que reservará a ela outros momentos em que sairá vencedora. Mas quando esse fluxo natural é interrompido por uma atitude que causará sofrimento ao seu semelhante, você estará, na verdade, causando a si mesmo.

Ao acordar, sempre agradeça pelo belo dia

Independente do rótulo que você siga, realize esse agradecimento a sua maneira por ter mais um dia em sua vida.

Como utilizá-la: o despertar do nosso sono é o início para mais uma jornada. É de suma importância acordar e agradecermos pelo dia; seja sol, chuva, vento, frio ou calor são estados necessários para a vida na Terra. Nunca reclame que você queria sol e veio chuva, isso é uma atitude egoísta e que precisa ser evitada. O que talvez para você pode não ser o tempo ideal, para milhares de outras pessoas que sofrem com climas extremos, é essencial.

Contemple uma planta

Como utilizá-la: não há nada mais simples que repararmos ao nosso redor. As plantas estão no nosso cotidiano e quando contemplamo-las estamos em sintonia com a beleza do universo. Seja na hora de ir ao trabalho, escola ou academia, você pode observar uma planta. Repare nas suas cores, formas e veja quanta vida exala de cada uma. Isso não lhe custará mais que dois minutos por dia e fará um bem enorme.

Lembre-se, admirar a vida que nos cerca é uma maneira simples de contemplar as leis universais.

Conexão com a Natureza

Como utilizá-la: você percebeu que quando estamos tristes, sem vontade de fazer nada ou com um desânimo completo, a primeira coisa que queremos é ficar em um quarto, longe do sol, das pessoas e da natureza?! É um processo de desconexão. E, não há nada melhor para retomarmos essa conexão do que com a NATUREZA. Quanto tempo você não coloca o pé na TERRA? Na ÁGUA de uma cachoeira? No MAR?

“Os seis melhores médicos: sol, água, ar, exercício, dieta e alegria. Eles se encontram a disposição para curar teus males sem te cobrar um centavo.” (Narciso Irala)

Agradeça a cada refeição

Como utilizá-la: a comida é algo necessário para estarmos vivos. Agradeça do seu jeito. Não precisa ser nada demorado, basta que você foque a sua energia naquele momento agradecendo por uma boa refeição. Nunca em hipótese alguma, reclame da comida, muitos não têm o que comer. Se a sua esposa ou ajudante de lar faz a comida, diariamente, elogie-a por preparar algo que lhe é tão precioso.

Diga as pessoas com quem convive o quão elas são importantes para você

Como utilizá-la: você as ama? Então, diga isso a elas. É muito importante expressarmos nossos sentimentos em relação a quem gostamos. Isso fará com que as pessoas ao nosso redor, sintam-se amadas por nós.

Diga isso aos seus pais, seus filhos, seu cônjuge, seus amigos e sinta a energia que isso trará para a sua vida.

Sentimentos verdadeiros não foram feitos para serem guardados com você, compartilhe-os. Como é bom receber um elogio que sentimos que é verdadeiro, não é? Pois quando você é o doador, você não só alegra a vida das pessoas, mas também se sente consciente de que expressou ao máximo seu amor pelo próximo.

Nunca abandone quem você ama

Como utilizá-la: muitas vezes por ainda não estarmos dentro das leis universais, enfrentamos problemas com algum ente querido. Seja por drogas, bebidas ou desvios de conduta, isso se torna um martírio em muitos lares. Precisamos encarar a situação de frente tentando todas as saídas necessárias para resolver em união um problema que desestrutura o ambiente familiar.

Se uma pessoa com dificuldade é abandonada pela própria família, ela está recebendo uma condenação do seu maior porto seguro: a própria família. E, nesses casos, apenas uma energia superior poderá ajuda-la. Então, não hesite em ajudar ao máximo que puder. Faça tudo que estiver ao seu alcance e o universo se encarregará de reconhecer a grandiosidade de sua atitude.

Nossos pais cuidaram de nós em nosso primeiro contato com o mundo e quando precisarem de nossos cuidados devemos fazê-lo sempre. Largar seu querido Pai ou sua Mãe em um asilo, é algo que não deve ser praticado. Se você por acaso passa por essa situação, vai lá, faça-lhe uma visita e o convide de volta. Diga o quão importante ele foi em sua vida e traga-o para seu convívio familiar. Lembre-se: nunca é tarde para repararmos nossos erros. Perante o Universo somos crianças que estamos em processo de aprendizado.

Doe. Praticar a caridade deve ser levado como um comprometimento nosso com o Universo

O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o”  (Madre Teresa de Calcutá)

O poder das orações.
Ore sempre, agradeça sempre

Como utilizá-la: a oração é muito importante em nossa jornada. Mas afinal, o que é uma oração? Bom, há muitas maneiras de responder essa pergunta, mas independente da sua crença, a oração nada mais é do que uma energia que emitimos ao foco em que oramos. Quando estamos produzindo palavras de uma oração ou até mesmo pensando nelas, estamos direcionando nossa energia ao ponto que queremos chegar. Seja um pedido ou um agradecimento, a oração é fundamental para concentrarmos toda a nossa energia em um objetivo pré estabelecido por nós. Por isso, não importa o nível de frases ou recitações que uma oração tenha, o importante é o foco e o sentimento que vamos dar a ela.

O tempo deve ser estipulado por você, mas lembre-se que quanto mais concentramos energias, mais estaremos ganhando com isso. É importante que quando orarmos, buscarmos atingir um grau de concentração, onde não sejamos interrompidos para que a nossa energia possa atingir um nível máximo. O agradecimento deve ser feito da mesma forma, quando atingimos um objetivo seja ele qual for e do tamanho que for, temos que agradecer ao universo por mais esse passo dado em nossa caminhada.

Medite. Isso lhe fará um bem enorme

Como utilizá-la: a meditação é uma arte milenar que nos ajuda a entender melhor o que se passa a nossa volta. Se você nunca meditou, essa é uma boa hora para começar. Há várias formas de meditar, mas a que vamos passar agora, é uma em que requer pouco tempo e qualquer pessoa pode praticá-la.

Primeiramente, escolha um ambiente livre de barulhos e que você possa estar lá sem ser interrompido. Esse ambiente pode ser decorado da maneira que achar melhor. Há vários objetos que podem lhe trazer um bem-estar para a meditação e isso cabe a cada um escolher (incensos, velas, imagens). Você também pode meditar em um ambiente aberto (sítio, praia etc) em que o barulho seja o menor possível.

Pegue uma almofada e a coloque no chão, depois sente nela de uma maneira confortável na qual você se sinta bem.

Cruze suas pernas e coloque suas mãos apoiadas nas coxas com as palmas viradas para cima. O foco inicial da nossa meditação será a respiração. Concentre-se nela, sinta a entrada e saída do ar e repita isso por algumas vezes. Não se assuste se perder a concentração, inicialmente isso acontecerá muito. Em alguns casos, você sentirá as batidas do seu coração e uma sensação estranha por não estar acostumado com o ato de meditar. Mesmo quando você perder esse foco, volte a se concentrar na respiração.

Essa é uma técnica simples. Conforme você vai dominando o ato de meditar, você pode ir evoluindo para técnicas mais apuradas. Milhares de livros ensinam modos para meditar e há também lugares que praticam meditação com o acompanhamento de um instrutor, o que inicialmente facilita muito.

Aprenda diariamente com qualquer situação

Como utilizá-la: o aprendizado é o que há de mais importante para a nossa jornada. Quando você tem o conhecimento sobre algo, pode então escolher o caminho correto a seguir. Em qualquer situação, podemos aprender; no trabalho, em casa, no colégio, em uma festa, seja o ambiente que for, podemos através das leis universais, filtrar o que ocorre de bom ou de ruim e aprendermos lições sem ter que passar por elas. Nunca pense que algo é totalmente ruim, o conhecimento pode ser extraído de um filme, de um livro, de conversas com amigos, observando o ambiente ao nosso redor, e dezenas de outras situações que nos cercam, diariamente.

Lembre-se: o tesouro de maior valor na Terra é o aprendizado. Você só produz algo sublime depois de ter aprendido.

Não julgue em hipótese alguma

Como utilizá-la: cada pessoa tem uma história de vida na qual podemos até achar que conhecemos a fundo, mas isso não nos dá o direito de julgá-la. Ao invés de apontarmos falhas, por que não tentamos ajudar nosso semelhante com o que ele precisa? Seja sutil, indicando um livro, um filme, uma palestra ou procure uma alternativa que vá trazer benefícios a ele. Uma boa maneira para entender as pessoas é não julgá-las.

Lembre-se: julgar é uma atitude na qual o julgador se torna refém de suas próprias observações.

12 – Liberte-se e seja feliz

Estamos chegando ao fim dessa etapa. Foi gratificante compartilhar as nossas experiências de vida com vocês. Esperamos que algo nesse livro tenha lhe tocado e que essa leitura possa servir para ajudá-lo em sua jornada. Todo o aprendizado que está contido no livro se baseia única e exclusivamente nos ensinamentos dos grandes mestres que passaram por aqui. São neles que devemos nos espelhar focando sempre o objetivo de filtrar as informações baseadas nas leis universais.

À frente, encontram-se três páginas em branco que por sugestão podem ser utilizadas para você iniciar hoje mesmo seu planejamento em relação a sua vida. Escreva nelas o que você quer ter como comprometimento daqui para frente. E, todos os dias olhe para elas e veja se você está seguindo o que se propôs a fazer. Esse exercício fará com que você visualize diariamente suas metas e lembrará de que utilizar da Lei do Sofrimento é a chave para obtermos todas as outras leis universais. Que os verdadeiros ensinamentos sejam uma constante em suas vidas.

13 – O Ano era 2010…

Para você leitor visualizar o cenário no qual o livro foi escrito e conhecer ou relembrar os fatos que ocorreram naquele ano, resultado de momentos de muita agitação e uma crescente onda de instabilidade política e religiosa no mundo, revisitaremos os principais acontecimentos, muitos dos quais, serviram para o início do nosso projeto. Na época, tínhamos (Lucas e Diogo) 25 e 24 anos respectivamente.

No Brasil, as redes sociais, em especial o YouTube, começavam a mostrar as suas forças. As plataformas deram voz à qualquer pessoa com um celular e acesso à internet. Era a consolidação dos novos tempos. Cenários inteiros foram modificados pelos grupos que se organizavam pelas redes.

No mundo, a Primavera Árabe, um movimento de protestos e manifestações no Oriente Médio e Norte da África, resultaram em quedas de governo, guerras, instabilidade e medo. Iniciava um movimento que se alastraria para muitos países, inclusive, o Brasil.

O fanatismo religioso e político começava a ficar visível para qualquer pessoa conectada à internet. As redes sociais mostravam um poder, até então desconhecido. Da mesma forma que era um instrumento de liberdade de ideias, o mal uso, causaram e ainda causam consequências inimagináveis.

Nesse período, um grupo terrorista, autointitulado ISIS (Islamic State of Irak and Syria, em tradução livre: Estado Islâmico do Iraque e da Síria), aproveitando da instabilidade da primavera árabe, começou a recrutar membros ao redor do mundo, com promessas religiosas para “justificar” os atos de terror. Anos mais tarde, o mundo assistiria chocado aos vídeos publicados que mostravam mortes brutais de reféns capturados pelo grupo terrorista.

Foram momentos que causaram reflexões entre as pessoas. O que até então era oculto ou conhecido de uma parcela pequena da sociedade, se tornava popular e, infelizmente, dividia opiniões. A batalha entre as Leis Culturais iniciava de forma arrasadora. Sem dúvida, esses acontecimentos motivaram a escrita e a publicação do livro A Lei do Sofrimento.

No Haiti, país caribenho situado na América Central, um terremoto de aproximadamente 7,3 graus na escala Richter, vitimou cerca de 150 mil pessoas, incluindo 20 brasileiros. Entre os mortos, estava a brasileira Zilda Arns Neumann, médica pediatra, nascida em Forquilhinha, Santa Catarina, cidade vizinha de Criciúma (local de nascimento dos autores), fundadora da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa.

Zilda Arns Neumann recebeu muitos prêmios ao longo da vida e foi indicada três vezes ao Nobel da Paz, por conta da sua atuação na pastoral da Criança, fundada em 1983 em parceria com o então Arcebispo de Londrina, hoje, cardeal emérito, Dom Geraldo Majella Agnelo.

No início da pastoral, as principais causas de morte de crianças eram a desnutrição e a desidratação, quadro que começou a ser revertido com o uso do soro caseiro de baixo custo. Utilizando uma colher medidora fornecida pela pastoral para evitar qualquer erro na dosagem (que agravaria os casos), o soro era composto de 200ml de água, uma medida rasa de sal e duas medidas rasas de açúcar, indicadas na colher.

“Há muito que se fazer, porque a desigualdade social é grande. Os esforços que estão sendo feitos precisam ser valorizados para que gerem outros ainda maiores. Prefiro olhar o lado positivo das coisas!” (Zilda Arns Neumann)

Para ajudar o Haiti, o cantor e compositor Lionel Richie e o produtor Quincy Jones anunciaram a regravação da música We Are The World (Nós Somos o Mundo), feita em parceria com Michael Jackson, em 1985, agora com uma geração nova de cantores.

A gravação do 25º aniversário da canção que faz parte do projeto USA FOR AFRICA (destinado a combater a fome no continente Africano), apresenta mais de 80 artistas. A gravação de We Are The World 25 For Haiti, incorporou o mesmo propósito e sentimento da gravação original de 25 anos atrás. Todos se uniram em prol de uma causa maior.

Em Junho, a Copa do Mundo de futebol, realizada na África do Sul, teve como campeã a Espanha. O futebol, considerado uma paixão nacional, é manchado com a irracionalidade de torcedores que chegam a vias de fatos com torcidas “rivais”, beirando a loucura e a degradação do poder interno humano, seguindo exatamente o oposto das Leis Universais. É possível perceber que o fanatismo acompanha em totalidade os atos de barbáries. Tema abordado com ênfase no livro.

Em Agosto, no Chile, um desmoronamento de uma pedra interna, em uma mina de extração de ouro e cobre, fechou a ligação com a superfície, deixando 33 mineiros presos. Foi um dos fatos mais marcantes do ano. Eles permaneceram sem comunicação por dezessete dias a uma profundidade de aproximadamente 700 metros, até serem localizados pela equipe de sondagem. O mundo acompanhou a saga de resgate, até então inédita na história da humanidade. Após 70 dias, todos os 33 mineiros foram resgatados com vida e presenciamos a força que a união entre as nações pode realizar. O clima era de extrema alegria contagiante pelo sucesso da operação, acompanhada ao vivo, ao redor do globo.

A fome no mundo, segundo a ONU, caiu pela primeira vez em 15 anos. Uma queda de 9,6% em relação ao ano de 2009. O Brasil, a China e o Vietnã foram destaques na luta contra a pobreza. Apesar da queda significativa, os números ainda eram altos. Enquanto um único ser humano passar fome, sede e não ter um local básico de abrigo, nós, raça humana, falhamos.

Ainda nas Organizações das Nações Unidas, que declarou 2010, como o ano da Biodiversidade, 189 membros do tratado de não proliferação de armas nucleares aceitaram diminuir seus arsenais através de uma série de pequenos passos. O então mensageiro da Paz na ONU, o ator internacionalmente conhecido, Michael Douglas, declarou ter esperança de estar presenciando o início do fim das armas nucleares.

Voltando ao cenário local, Dilma, a primeira mulher eleita democraticamente no Brasil, assumia, um dia depois de 2010, a presidência da República, contando com apoio de 56% dos votos válidos. No entanto, se tornou protagonista, anos mais tarde, de diversos escândalos, originando movimentos semelhantes aos encontrados na primavera árabe.

O Brasil é um país de maioria cristã. Em 2010, líderes religiosos da Igreja Católica e das Igrejas Evangélicas tinham um poder político muito grande. Continuam a ter, mas de forma muito mais pulverizada e discreta. Muitos enriqueceram a custas de pessoas fragilizadas, que doavam tudo que tinham para obter a graça de Deus. Cansamos de ver pessoas infelizes por seguirem líderes ao invés das Leis Universais.

Religiosos que falavam em nome de Deus. Que diziam o que Deus quer ou não de cada um. Que condenavam e julgavam grupos. Que usavam todo tipo de técnica de manipulação para subtrair qualquer quantia financeira dos fiéis. Líderes que não pensariam duas vezes em julgar e condenar Jesus Cristo, novamente.

Nos grupos esotéricos, o “anunciado” fim do mundo pelos Maias, que ocorreria em 21/12/2012 começava a ser cada vez mais comentado e discutido pelos entusiastas do assunto. Era nítida a áurea que se formou em cima do tema. Em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, o então prefeito Décio Antônio Colla, orientava a população a estocar comida e se preparar para as catástrofes que a data traria. Ele considerava a cidade, que fica a 900 metros do nível do mar, um local seguro e sua propaganda atraiu pessoas interessadas em se mudar para lá.

Em Novembro, Aung San Suu Kyi, vencedora do prêmio Nobel da Paz, em 1991, foi libertada da prisão domiciliar em Yangon, Mianmar, podendo ir e vir livremente. Ao falar para os simpatizantes, defendeu a democracia e a “reconciliação nacional”. “Estou preparada para conversar com qualquer um. Não guardo ressentimento de ninguém”, disse ela.

Na área da saúde, uma esperança surgiu para as pessoas com deficiência visual. A implantação de um chip na retina devolveu parcialmente a visão de três pacientes, dois homens e uma mulher. Eles perderam a visão pelo menos 5 anos antes do procedimento cirúrgico, por causa de uma doença genética chamada retinite pigmentosa, que destrói a retina. O procedimento que foi realizado na Alemanha se mostrou promissor. Os resultados foram muito mais expressivos do que as tentativas anteriores.

Seja no terremoto do Haiti, na luta pela vida dos 33 mineiros no Chile ou na dedicação de uma vida da médica e humanitária, Zilda Arns Neumann, quando as pessoas se unem para o bem, a força que elas movem criam situações maravilhosas. Começando por cada um, podemos fazer o mundo um lugar melhor para todos. O poder humano é incrível e está dentro de nós esperando ser usado para o bem.

Citações

BRANDON, David. Zen in the art of helping. Editora: Routledge & Kegan Paul LTD, 1976.

BUCHSBAUM, Paulo. Frases geniais que você gostaria de ter dito. Rio de Janeiro, Editora: Ediouro, 2004.

CATFORD, Lorna; RAY, Michael. O Caminho do herói criativo; Estratégias para encontrar o seu espírito criativo.  Tradução: Cecília Casas. Editora: Cultrix, 2006.

CHAKRABARTI, Mohit. Gandhian humanism. Editora: Ashok Kumar Mittal, 1992.

GORE, Al. The assault, on reason. Editora: Bloomsbury, 2007.

GRECO, Tony. Meditations for pain recovery. Editora: Central Recovery Press , 2010.

HAINES, T. L; YAGGY, L. W.  Royal path of life or aims and AIDS to success and happiness. Editora: Kessinger Publishing, 2003.

KOLODIEJCHUK, Brian – Madre Teresa venha, seja minha luz. Editora: Thomas Nelson Inc, 2008.

OCHS, Allie. Are you fit to love? A radically different approach to successful relationship. Editora: Little Moose Press, 2003.

STONE, Jon R. The routledge dictionary of Latin quotations: the illiterati’s guide to Latin maxims, mottoes, proverbs and sayings.  Editora: Routledge, 2005.

Como Adquirir o Livro Físico?

O Livro a Lei do Sofrimento se encontra na íntegra e GRATUITO para que qualquer pessoa possa ter acesso. No entanto, muitos leitores, assim como nós, preferem ler um livro no seu formato físico.

Com a compra do Livro físico, você possibilita novas versões e projetos, além de contribuir diretamente para a Chakrika.

Para adquirir o livro em formato físico, entregue em qualquer lugar do Brasil com frete grátis, clique no botão abaixo:

  • Há também a opção de comprar o ebook para kindle da Amazon. Se você preferir adquirir o ebook, clique aqui.

Agradecemos o carinho e desejamos mais uma vez que o Livro ajude na sua jornada.

Qualquer dúvida, sugestão ou crítica construtiva, envie uma mensagem pelos meios de comunicação do site: whatsapp, e-mail e comentários.

Lucas dos Santos Ferreira & Diogo Lisboa da Silva

3ª EDIÇÃOISBN: 978-65-00-23301-8

CIP – (Cataloguing-in-Publication) – Brasil – Catalogação na Publicação

____________________________

Ferreira, L. S. e Silva, D. L. – A Lei do Sofrimento

Índices para catálogo sistemático:

1. Autoajuda : Felicidade : Psicologia aplicada 158

Aline Graziele Benitez – Bibliotecária – CRB-1/3129

Deixe um comentário

× Posso te ajudar?