Um estudo realizado na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, descobriu que crianças que vivem em locais próximos de espaços verdes, tem menores chances de desenvolver TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).

O acesso a espaços verdes foi considerado como tendo um impacto benéfico no bem-estar mental e no desenvolvimento cognitivo das crianças. Os mecanismos subjacentes aos benefícios do espaço verde para a saúde mental não são totalmente compreendidos, mas diferentes caminhos foram sugeridos, como a capacidade de restauração psicológica, a capacidade de facilitar a atividade física e a coesão social, e a exposição ao ar puro.

Segundo o Estudo, “o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno de neurodesenvolvimento hereditário e altamente prevalente com início na infância. Os sintomas são: desatenção, hiperatividade e impulsividade, que muitas vezes persistem na adolescência e na idade adulta. A etiologia do TDAH ainda não é totalmente compreendida, mas os fatores de risco genéticos e ambientais (por exemplo, fatores pré-natais e perinatais, toxinas ambientais e fatores psicossociais) podem aumentar a suscetibilidade para desenvolver TDAH.”

O estudo incluiu 814 mil indivíduos que nasceram na Dinamarca entre 1992 e 2007, além do diagnóstico de TDAH a partir dos 5 anos de idade, durante o período de 1997 à 2016. Os cientistas também fizeram uso do chamado Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI, na sigla em inglês), que mede quão verdes são os arredores de um determinado local.

Resultados:

Indivíduos que vivem em áreas com pouca vegetação tiveram um risco aumentado de desenvolver TDAH, em comparação com indivíduos que vivem em áreas com maior índice de vegetação. Além disso, a presença de espaços verdes diminui os níveis de poluição sonora e atmosférica, tanto por conta da menor circulação de veículos motorizados quanto pelo processo de fotossíntese realizado pelas plantas, em que elas absorvem o gás carbônico do ar. Segundo os cientistas, o excesso de estímulos causados pela poluição pode aumentar a irritação e o estresse nas crianças.

Conclusão:

Os resultados sugerem que níveis mais baixos de espaço verde em ambientes residenciais, durante a primeira infância, podem estar associados a um risco maior de desenvolver TDAH. 

Para ler o artigo completo e ver os parâmetros usado: clique aqui (em inglês).

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